O pensamento criativo fará a diferença na vida profissional

Gabriel Mario Rodrigues

Presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES)

Gabriel Mario Rodrigues2Gabriel Mario Rodrigues Presidente do Conselho de Administração da ABMES ***
“Quando observo a mim mesmo e os meus métodos de pensamento, chego à conclusão que o dom da imaginação foi mais importante para mim, que a minha capacidade de assimilar conhecimento”. (Albert Einstein)
Ter ideias é descobrir relações novas entre coisas conhecidas. Para as pessoas criativas, as ideias mais simples são as melhores. Normalmente, complicamos as resoluções simples e nos distanciamos do óbvio. Fomos educados para acreditar que soluções criativas são sofisticadas e que o processo criativo é restrito a algumas áreas do conhecimento e às pessoas superdotadas. Um grande exemplo encontra-se na área das Tecnologias.  As conquistas que envolvem os meios de produção social coexistem com a revolução das tecnologias, e estão relacionadas ao modo de vida de um modelo de sociedade que, ao evoluir, cria processos tecnológicos usando criatividade e inovação. Valorizamos as tecnologias, a incorporamos em nosso cotidiano e muitas vezes subvalorizamos o valor da criatividade humana que as desenvolveram. Vale ainda ressaltar que o processo criativo é de domínio público, ou seja, todos nós nascemos criativos. O que precisamos é aprender a trabalhar tais habilidades e desenvolver o nosso “viver criativo” pelos hábitos e processos mentais que favoreçam ao exercício da criatividade. Socialmente construído e reproduzido nos processos educacionais, combinamos as competências criativas do ser humano ao seu desenvolvimento individual. No entanto, por exemplo, o processo criativo – a capacidade de implementar e realizar projetos, de transformar contextos e ideias em ações – é naturalmente um processo colaborativo. Assim como a criatividade, a colaboração está no cerne da essência humana. O nosso desafio é construir uma cultura social de aprendizagem que reconheça que a criatividade deve ser uma das prioridades para estimular a colaboração e a participação produtiva das pessoas nas sociedades. Ressalto que a motivação neste contexto se torna uma importante ferramenta de transformação, partindo do individual para o coletivo, proporcionando novas crenças e valores, para uma percepção positiva em relação ao nosso futuro enquanto sociedade e para as nossas realizações pessoais e profissionais. Afinal, todos nós temos sonhos, projetos de vida e desejamos um mundo melhor para viver. Para isso, precisamos acreditar que é possível transformar nossas realidades e que podemos usar a motivação, a criatividade e a colaboração para sermos mais fortes nesta empreitada. É preciso ter consciência de que pela criatividade o homem tem transformado o mundo. É essa capacidade potencializada em conhecimento que deve ser disseminada para gerar valor individual e coletivo. Observar o explícito e o implícito à nossa volta deve ser um exercício diário, para que a nossa forma de pensar, de resolver problemas e encontrar soluções inteligentes não se torne mecânica e padronizada. Mas, pensando no futuro, como estará nossa civilização? Numa visão pragmática, temos certeza de que em todas as áreas, na engenharia, na medicina, na agricultura e em todos os domínios das ciências e da cultura, a humanidade cada vez mais estará trilhando o progresso. Porém, numa competição desenfreada movida cada vez mais pelo avanço da tecnologia, os desafios empresariais e dos governos serão maiores. Por outro lado, com o passar do tempo, a tecnologia será uma conquista e bem comum, de domínio de todos. E, neste cenário altamente competitivo, de pessoas talentosas e preparadas, a tecnologia é um commodity, e o que vai fazer o diferencial entre os profissionais será o pensamento criativo. Nos próximos anos, sem dúvida alguma, a criatividade será pré-requisito de entrada em qualquer setor. E agora pergunto: estamos produzindo esses hábitos mentais, estimulando a criatividade e a colaboração em nossos estudantes? Em tempos difíceis como os atuais, no cenário econômico e político, qual é a motivação passada nas salas de aula? Sem dúvida alguma, a inteligência criativa será o maior capital das pessoas. É esta conscientização que desejamos passar à sociedade brasileira. A criatividade não surge exclusivamente em indivíduos, ou culturalmente em uma sociedade, mas na interação e colaboração entre as duas. Ambos os lados são importantes: o indivíduo imagina, cria e origina novas ideias e a sociedade e sua cultura, com o apoio que inspira essas ideias, estimula e incentiva suas realizações. Nesta engrenagem cíclica, vejo a educação, enquanto componente essencial no sentido social e cultural, como fundamental para mudar a vida das pessoas pela criatividade e colaboração. Acredito que o sistema universitário, com determinação, colaboração e criatividade, pode transformar a vida dos nossos estudantes, fazendo-os confiar em sua capacidade de construir uma sociedade melhor, acreditando fundamentalmente em seu potencial criativo de mudar o mundo.

16/08/2016

RAULINO TRAMONTIN

Artigo excelente e que todos deveriam ler para tomarem consciencia que sem criatividade e inovaçao nao avançaremos e nem conseguiremos nossa independencia cientifica e tecnologica. Como sempre a visao do Prof.Gabriel e oportuna. Cumprimentos.Raulino

22/08/2016

Mileny Milesi

Gostei do texto, é isso que o Ensino Superior tem que resgatar, o senso critico e a criatividade. Fazer com que o aluno pense nas soluções dos problemas e não recebam tudo pronto.

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Psicoterapeuta Clínico, especializado em Neuropsicologia, TCC e Psicanálise. Analista Sênior de Treinamento e Desenvolvimento, especializado em Inteligência Emocional e Soft Skills.

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Diretor-Secretário da Academia Brasileira de Educação e Professor Titular de Física aposentado da Universidade Federal de Santa Maria

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Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

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