Quebra de confiança

Janguiê Diniz

Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

Janguiê Diniz2016Janguiê Diniz Diretor presidente da ABMES Reitor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau Fundador e Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional *** Conquistar o voto do eleitor. Isso é o que move os candidatos aos cargos políticos no período eleitoral. Contudo, a conquista do voto vai muito além da apresentação de propostas em campanhas repletas de músicas e distribuição de santinhos pelas ruas. É preciso conquistar a confiança do eleitor. O Brasil não tem um histórico de referências positivas na relação de confiança entre político e eleitor. A grande maioria dos candidatos promete as mesmas coisas ao eleitorado: saúde, educação, segurança e infraestrutura, mas depois que acabam as eleições, esquecem do povo e esse mesmo povo, por muitas vezes, esquece em quem votou e assim o ciclo continua, até a chegada do próximo período eleitoral. Em alguns casos mais graves e conhecidos por todos, a relação entre os já citados sofre com a quebra de confiança e o agravo do quadro resulta no “impeachment”, como no caso do ex-presidente Fernando Collor de Mello, da ex-presidente Dilma Rousseff e até do ex-primeiro-ministro israelense Ehud Olmert, que foi condenado em 2012 por ter, enquanto ministro de Indústria e Comércio, em 2006, beneficiado projetos de amigos íntimos. Voltando ao Brasil, quando o eleitor decide pelo seu voto, ele está depositando sua confiança no candidato que apresentou as propostas que, de alguma forma, foram mais convincentes ou iriam beneficiar a comunidade do eleitorado. O problema se inicia após as eleições, quando o governante não consegue cumprir as promessas feitas, seja porque não há verba suficiente ou simplesmente era inviável. A confiança não é um sentimento que se conquista da noite para o dia, mas deve ser trabalhada ao longo do tempo e com muita demonstração na atitude diária. É uma construção que precisa de continuidade. Em um país onde a política virou, para muitos, profissão, as relações interpessoais são definitivamente a imagem de quem você é e, logo, ser confiável significa solidez. Atentos leitores, caras leitoras, saibam que a confiança é fundamental para a construção de uma política sólida e eficaz. E neste caso, a velocidade e o tempo para a construção de confiança são inversamente proporcionais a perda desta. O Brasil é uma república. A palavra república vem do latim “res publica” e significa “coisa pública”, que é de todos. Apesar de ainda engatinharmos na democracia, a confiança é o “coração” do ideal republicano. Infelizmente, o Brasil tem sido alvo constante da corrupção, e o principal prejuízo causado por esta é a quebra de confiança. Seja a confiança de uma pessoa na outra, seja a confiança nas autoridades e nos demais representantes da sociedade. Prezados, finalizo afirmando, seguramente, que sem confiança não há república. Não podemos permitir que o Brasil seja uma república apenas no nome e o primeiro passo para isto é votar consciente.

Os Silêncios Metacognitivos do Psicanalista e do Professor

Ronaldo Mota

Diretor-Secretário da Academia Brasileira de Educação e Professor Titular de Física aposentado da Universidade Federal de Santa Maria

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Janguiê Diniz

Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

NR-01 - Você entende a diferença entre Perigo e Dano Psicossocial?

Júlio Cesar de Castro Ferreira

Psicoterapeuta Clínico, especializado em Neuropsicologia, TCC e Psicanálise. Analista Sênior de Treinamento e Desenvolvimento, especializado em Inteligência Emocional e Soft Skills.

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