Fabio Carneiro Professor de Física no Curso Positivo, em Curitiba/PR *** Visualizemos o seguinte cenário: pais entram no processo inevitável de escolha da melhor escola para o seu filho. Iniciam-se os processos de visitas. Consequentemente, a fatídica discussão que certamente já ocorreu em todas as famílias e faz dela um processo cansativo, pois analisam-se fatores como: local, preço, instalações, sala de aula, metodologia, além da opinião de amigos... o resultado dessa decisão dificilmente nos deixa totalmente seguros, o que faz com que fiquemos atentos a cada passo dos filhos dentro da escola. A grande verdade é que a educação das crianças é compartilhada entre pais e escola. Talvez os pais não tenham percebido esse fato, pois grande parte deles não hesita quando percebem o menor desconforto ou insatisfação do filho nesse ambiente e, assim, comparecem à escola para uma reunião. Acredite: isso retira uma quantidade enorme de energia da instituição. Mesmo que algumas vezes seja necessário, saber dosar é uma equação complicada, pois quando se trata de filhos, a emoção envolvida distorce o sentido da necessidade. Um dos fatores que gera esse exagero é a falta de confiança dos pais na instituição. É nesse ponto que reside a grande questão: pais querem transferir obrigações relacionados à educação dos seus filhos à escola, porém não lhe dão autonomia para fazer. O que deve importar, nesse ponto, é a diferença entre filho e aluno: a escola é um ambiente com regras para que o bem comum e a harmonia entre as pessoas sejam estabelecidos. Por outro lado, dentro de casa ocorrem “concessões” diferenciadas para os filhos. Por exemplo, no ambiente domiciliar, a criança fala com os pais de “qualquer maneira”, pode brincar sempre que desejar - e até deixar os brinquedos espalhados; mas na escola, essa ordem se inverte de maneira regrada, o que gera uma confusão na cabeça de uma criança que, muitas vezes, não entende dois comandos diferentes para a mesma atitude. Optar pelo tipo de educação que seu filho recebe é o maior ponto nesse questionamento: é necessário confiar na instituição, mas e agora? Muitas vezes, o valor da mensalidade é o fator determinante, mas não se analisa tudo que está em jogo nessa tomada de decisão. Por exemplo, uma mãe, que também era professora, decidiu matricular seu filho em uma escola. Junto à diretora do local, viu as condições que a escola oferecia para melhor ajudar no processo escolar da criança. Ao fim da visita, ela perguntou para a gestora: “qual o salário da professora que vai ensinar/cuidar do meu filho?” A diretora, surpresa, retrucou: “você quer matricular o seu filho ou pedir uma vaga de emprego?” A mãe, que viu que a pergunta escandalizou a diretora, respondeu: “eu só quero saber quanto vale o trabalho daquela que vai educar o meu filho”. Um relato que nos faz lembrar de como um professor ou educador é importante para a formação da criança e como o seu trabalho influenciará na vida inteira deles. Desde o modo com que falarão, até as lembranças que rechearão o seu futuro. Por isso, fica a reflexão: vale pedir aquele “descontinho”? Qual é a verdadeira importância que os pais depositam nesse processo? Essas questões ficam sem respostas enquanto refletimos sobre nossas escolhas. Acertar sempre na educação dos nossos filhos pode até ser uma mentira, mas temos que ter a consciência de estar no caminho correto. O acerto se revela quando damos voz ao bom senso e dispensamos os excessos. Caminhar lado a lado, instituição e pais, ainda é a equação mais correta para garantir um futuro promissor. Em todas as suas esferas.

Rumo a Paris, com o futuro da educação superior na bagagem

Janguiê Diniz

Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

Identificação de Riscos Psicossociais NR-01: A Triagem

Júlio Cesar de Castro Ferreira

Psicoterapeuta Clínico, especializado em Neuropsicologia, TCC e Psicanálise. Analista Sênior de Treinamento e Desenvolvimento, especializado em Inteligência Emocional e Soft Skills.

Os Silêncios Metacognitivos do Psicanalista e do Professor

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Diretor-Secretário da Academia Brasileira de Educação e Professor Titular de Física aposentado da Universidade Federal de Santa Maria

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