Fé... uma questão de fé!

Antonio de Oliveira

Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001) antonioliveira2011@live.com Instagram: @prof.antoniooliveira

Este o título de uma apostila que eu dei por concluída, em 1978, constante de 60 reflexões. Honra-me o prefácio escrito pelo então reitor da Universidade de Itaúna – MG, Guaracy de Castro Nogueira. O texto foi rodado em mimeógrafo a tinta. Número de cópias reduzido a umas poucas dezenas. Como quase ninguém lembra mais desse aparelho jurássico, devo dizer que era, pois, um aparelho para tirar cópias de páginas datilografadas sobre papel especial, o estêncil, que servia de matriz. Um modelo aprimorado de mimeógrafo, sucessor do mimeógrafo a álcool, manual.

Depois de tanto tempo, retorno a esses alfarrábios para extrair, pinçar uma súmula com o objetivo de reforçar valores simples e profundos da vida: a fé, sobretudo a fé. Eis a questão! A esperança, representando as paredes levantadas sobre as fundações na fé e que se mede pelo tamanho de seu objeto esperado; o amor, que cobre todo o edifício do conhecimento do que se ama. A par dessa tríade teologal, o risco de ser livre, a felicidade sempre por completar. 

Influenciado por Platão, Agostinho, no século IV, incorpora elementos da filosofia grega. No tocante à prática das virtudes, Platão distingue três classes sociais: a dos filósofos, praticantes da sabedoria; a dos guerreiros, destemidos e corajosos, e a dos operários, sóbrios e temperantes. Comum a todos, a justiça. Convertido ao cristianismo, Agostinho sobreleva, a essas virtudes morais, as virtudes teologais: fé, esperança e caridade.

O ideal, na prática das primeiras, é o meio termo. Ser temperante consiste em não comer de menos nem de mais. Já a medida de amar, virtude teologal, é amar sem medida. 

A humanidade sempre teve a tendência a focar a vida na luta dualística entre o bem e o mal. “Em fé… uma questão de fé”, a perspectiva é outra. Trata-se de visar sempre ao aperfeiçoamento, daí decorrendo livrar-nos do mal…

Amém. Assim seja. Num agora que é continuidade. Não um agora e sempre. Mas um agora que é sempre. 

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Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

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Psicoterapeuta Clínico, especializado em Neuropsicologia, TCC e Psicanálise. Analista Sênior de Treinamento e Desenvolvimento, especializado em Inteligência Emocional e Soft Skills.

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