Ética na vida

Janguiê Diniz

Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

Você sabe o que é ética? E moral? Ética vem do grego ethos, que significa “conduta”, “modo de ser”. Já moral vem do latim moralis e quer dizer “costume”. Daí, entende-se
que a ética tem viés mais individual, enquanto a moral é coletiva.

De forma prática, quando se refere ao comportamento de alguns profissionais em suas funções, estamos falando de ética: a ética médica, ética empresarial, etc. Dois exemplos: “João teve uma atitude antiética ao furar a fila do banco”. “No Brasil, é imoral ter mais de uma esposa, enquanto em alguns países como a Nigéria é moralmente aceito”. Percebe a diferença?

Ao falar em ética, é comum pensar na ética profissional, política, mas, na verdade, a ética faz parte do cotidiano. É uma característica de toda ação humana. Nossa ética faz parte de quem somos. Tem mais a ver com o indivíduo do que com a sociedade. É fazer o certo, não para “aparecer” ou mostrar-se bom, mas agir de forma correta até quando ninguém está vendo. Quantas vezes não nos pegamos agindo de forma que, em outras situações, nós mesmos reprimiríamos? Por exemplo, furar uma fila, “colar” em uma prova, perceber um erro em uma conta de bar e não avisar ao garçom. São atitudes antiéticas, que vão contra os princípios morais da sociedade.

A ética não se resume apenas a comportamentos pessoais. No mundo dos negócios, os princípios éticos da empresa devem estar bem claros para os colaboradores, de forma que todos estejam focados em um mesmo objetivo. É preciso ressaltar que ética e transparência precisam andar juntas. Se determinada empresa não trabalha com ética, coerência e transparência, a probabilidade de o ambiente interno para os colaboradores ser ruim é muito alta.

Vê-se, nesse tipo de empresa, uma alta rotatividade de colaboradores, pessoas estressadas e resultados falhos. Empresas que prezam pela ética e transparência são percebidas como positivas pela sociedade e tendem a se firmar no mercado. No caso inverso, as empresas perdem em competitividade e ficam suscetíveis a riscos de imagem e reputação.

A ética, como diz Adolfo Sanchez Vázquez, é a “teoria ou a ciência do comportamento moral dos homens em sociedade”. Fica a reflexão: se agir com consciência moral e ética é tão positivo, por que ainda há tantas pessoas que não seguem esses valores? Uma publicação do Instituto Superior de Administração e Economia da Fundação Getúlio Vargas coloca três pontos sobre o tema. Uma
primeira causa pode ser a qualidade do aprendizado.

A segunda razão pode ser a imaturidade do raciocínio moral, que pode reduzir valores éticos a comportamentos visando apenas a obediência, para evitar punições. Um terceiro motivo seria o desconhecimento dos outros, determinado por baixo grau de empatia, e o desconhecimento de si, alimentado por autoimagem irreal e autoestima exageradamente alta ou baixa.

No Brasil, a corrupção é o principal exemplo da falta de ética e transparência. É a negação radical da ética, porque destrói as raízes das instituições criadas para garantir direitos. Neste caso, há inúmeras consequências para a construção da sociedade e a principal delas é a destruição da meritocracia. Para evitar tal efeito, além da justiça, é preciso exigir punição, dentro dos padrões previstos na constituição.

A educação tem um papel determinante neste contexto, visto que é de sua responsabilidade informar comportamentos éticos e morais para formar futuros cidadãos. Deixo para você um pensamento do psiquiatra e empresário Roberto Shinyashiki: “Seja ético: a vitória que vale a pena é a que aumenta sua dignidade e rearma valores profundos”.

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Ronaldo Mota

Diretor-Secretário da Academia Brasileira de Educação e Professor Titular de Física aposentado da Universidade Federal de Santa Maria

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Janguiê Diniz

Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

NR-01 - Você entende a diferença entre Perigo e Dano Psicossocial?

Júlio Cesar de Castro Ferreira

Psicoterapeuta Clínico, especializado em Neuropsicologia, TCC e Psicanálise. Analista Sênior de Treinamento e Desenvolvimento, especializado em Inteligência Emocional e Soft Skills.

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