O ato da criação literária

Antonio de Oliveira

Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001) antonioliveira2011@live.com Instagram: @prof.antoniooliveira

Acabo de ler, de Mia Couto, em A confissão da leoa, a expressão “espreitando os meus caóticos papéis”. Em seguida, refere-se ao “tardio gosto de escrever”. E conclui:

“Qualquer coisa na escrita me sugere o prazer da caça: no vazio da página se ocultam infinitos sobressaltos e espantos”.

Caóticos papéis. No princípio também era o caos. O vazio ilimitado que precede a criação do mundo.

 

Acabo de ler, de Mia Couto, em A confissão da leoa, a expressão “espreitando os meus caóticos papéis”. Em seguida, refere-se ao “tardio gosto de escrever”. E conclui:

“Qualquer coisa na escrita me sugere o prazer da caça: no vazio da página se ocultam infinitos sobressaltos e espantos”.

Caóticos papéis. No princípio também era o caos. O vazio ilimitado que precede a criação do mundo.

No princípio da página em branco, no nosso caso, o papel já existe. Mas ali não consta nenhuma escrita. Recorro ao dicionário. Ali, as palavras estão em estado de dicionário, isto é, dispõem-se os verbetes em ordem alfabética, sem nenhuma outra referência. Um caos em ordem alfabética. Onde nem as letras nem as palavras vão além do seu significado.

E Deus disse…

Criado à sua imagem e semelhança, o ser humano, também criativo, expressa-se através da arte, no caso, arte literária, no afã de dar vida e fala a letras gagas, apenas soletráveis. Como também na composição de uma sinfonia. Com apenas sete notas… O arquiteto trabalha com curvas e retas. O pintor tem seu dicionário no universo das tintas, cores e tonalidades.

Criar o quê?

Acho que muitas vezes nem o artista, à semelhança com uma receita de culinária, sabe ele, ela, o que vai sair. O resultado de um jogo de futebol em geral nunca é totalmente previsível.

A arte humana é fruto de criação e objeto de contemplação. Vai além do “pedra é pedra” para admitir que “sui monti di pietra può nascere un fiore…”

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Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

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Júlio Cesar de Castro Ferreira

Psicoterapeuta Clínico, especializado em Neuropsicologia, TCC e Psicanálise. Analista Sênior de Treinamento e Desenvolvimento, especializado em Inteligência Emocional e Soft Skills.

Os Silêncios Metacognitivos do Psicanalista e do Professor

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Diretor-Secretário da Academia Brasileira de Educação e Professor Titular de Física aposentado da Universidade Federal de Santa Maria

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