Adilson Rosa - jornalista Diário Regional (MS), publicado em 9 de junho de 2011 ***
“Oh, Maciel, a educação não sai do papel”. Essa foi a modinha cantada no Congresso Nacional dos Professores realizado em 1986. Era uma crítica ao então ministro da Educação, Marco Maciel. Passados 25 anos, a educação continua no papel. O Brasil, que vivia se afogando na inflação, conseguiu dominá-la e hoje tem mais da metade da população inserida na classe média. A educação pública, no entanto, não acompanhou essa mudança. Ao contrário, continua estagnada. Nos últimos 25 anos, os estudantes continuam concluindo o ensino fundamental – primeiro ao nono ano – sem aprender o básico que nada mais é do que ler e escrever e dominar as quatro operações. E o jogo de empurra continua o de sempre – o Governo finge que paga, os professores fingem que ensinam e os estudantes fazem de conta que aprendem. Para um país que pretende estar entre as 10 maiores economias do mundo, é preciso priorizar a educação, pois as demais nações do G 10 já levam a sério o assunto em seus respectivos países há décadas. Atualmente, a educação brasileira está entre as 10 piores de todo o mundo. Somos o único país do mundo em que as universidades são totalmente gratuitas. O problema está longe de ser o ensino superior. Ele está no alicerce da construção educacional que é frágil, sem investimento algum. Nessa edificação, não adianta ter um teto ou um piso superior se o alicerce – no caso, educação infantil e ensino fundamental – sem reforço algum. Um dia a casa cai. E no Brasil, já caiu faz muito tempo. Todo mundo já viu. Só os governantes que não enxergam os escombros. Só que não vai demorar muito e o tombo será grande. Nos últimos oito anos, havia uma expectativa de uma radicalização no investimento maciço na educação. A prioridade, no entanto, ficou somente no papel. Isso em relação ao básico, pois no ensino superior, foram criadas 26 novas universidades federais. O motivo de reformar o teto e não o alicerce, ninguém entendeu. Talvez porque criança não vota. A discrepância é única. Enquanto a maioria das vagas do ensino superior federal continua sendo ocupada por estudantes abastados que poderiam pagar pelo curso, os pobres ganham bolsas do governo federal e não desfrutam da mesma qualidade de ensino. “Ô Maciel, 25 anos depois, a educação ainda não saiu do papel”.

Rumo a Paris, com o futuro da educação superior na bagagem

Janguiê Diniz

Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

Identificação de Riscos Psicossociais NR-01: A Triagem

Júlio Cesar de Castro Ferreira

Psicoterapeuta Clínico, especializado em Neuropsicologia, TCC e Psicanálise. Analista Sênior de Treinamento e Desenvolvimento, especializado em Inteligência Emocional e Soft Skills.

Os Silêncios Metacognitivos do Psicanalista e do Professor

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Diretor-Secretário da Academia Brasileira de Educação e Professor Titular de Física aposentado da Universidade Federal de Santa Maria

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