Solange Ferreira de Moura Bem Paraná, publicado em 22 de julho de 2012 ***
O Brasil continua tendo uma taxa de escolarização superior baixíssima e elitizada. Somente 14% dos jovens de 18 a 24 anos estão no ensino superior. Mas o problema começa muito antes, isto porque 45% dos brasileiros não completaram o ensino fundamental e dos 55% que concluíram tal etapa formal, cerca de 50% são analfabetos funcionais. O descalabro da educação fundamental precisa ser tomado como prioridade máxima, com adoção de políticas públicas sérias que vão desde a formação adequada de professores, criação de plano de carreira com salários iniciais compatíveis com a relevância da função, reforma curricular que atualize não só conteúdos, mas que vise o desenvolvimento de competências necessárias à vida no atual milênio, até o acompanhamento e a divulgação dos resultados das escolas de todos os municípios. Sem enfrentar a realidade catastrófica do ensino fundamental, o Brasil não sairá do profundo atraso em que se encontra na educação. O ensino médio é outra tragédia, com currículos inflados de conteúdos inexequíveis, servindo aos cursinhos pré-vestibulares e, agora, também aos pré-ENEM. Os currículos de ensino médio ignoram a necessidade de profissionalização dos estudantes. A evasão se torna cada vez maior e, mesmo para os que perseveram, não há esperança de ingresso no mercado de trabalho formal, do qual o ensino médio está totalmente desconectado. Quanto ao ensino superior, as poucas vagas nas instituições públicas, muito disputadas, são ocupadas, gratuitamente, pelos egressos dos melhores colégios particulares ou dos poucos nichos de excelência do sistema público (Colégios de Aplicação das Universidades Públicas, Colégios Militares etc). Os poucos egressos do ensino médio público que ingressam no ensino superior o fazem nas instituições privadas, que contam, atualmente, com 75% dos estudantes de ensino superior no Brasil. Tais estudantes, em grande parte, constituem uma classe de trabalhadores, que custeiam a própria formação superior. Mesmo os que são beneficiários do PROUNI ou do FIES precisam trabalhar para se manter. Assim sendo, cabe às instituições privadas de ensino superior o saneamento das lacunas resultantes das mazelas do ensino público fundamental e médio, para inclusão social de seus estudantes trabalhadores, por meio da ascensão profissional decorrente da formação de nível superior. As deficiências da educação acarretam a exclusão de grande parcela da população brasileira. Tal déficit democrático não se supera com o simples aumento de renda, em determinado momento econômico. O Brasil, a sexta economia do mundo, vive um crescente apagão de mão de obra qualificada, especialmente, nas áreas de engenharia, tecnologia da informação e medicina. É importante questionar o porquê desta lógica invertida que nos aprisiona e agir para transformar. Solange Ferreira de Moura é diretora do Centro de Ciências Jurídicas do Grupo Estácio

Rumo a Paris, com o futuro da educação superior na bagagem

Janguiê Diniz

Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

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Psicoterapeuta Clínico, especializado em Neuropsicologia, TCC e Psicanálise. Analista Sênior de Treinamento e Desenvolvimento, especializado em Inteligência Emocional e Soft Skills.

Os Silêncios Metacognitivos do Psicanalista e do Professor

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