Ronald Braga (Doutor em Educação - Consultor Educacional. profrbraga@terra.com.br ) Max Weber, o maior sociólogo da burocracia, afirmou ser o grande conflito das grandes sociedades a burocracia do poder versus democracia e não o socialismo versus democracia. No Brasil, foi Raymundo Faoro que estudou profundamente a questão: o Brasil, desde colônia de Portugal, até hoje, consolidou-se como um estamento burocrático onde os “donos do poder” mandam e desmandam, sobrevivendo a todas as mudanças, conflitos e a todos os setores importantes do país, como economia, política, educação, etc. Em educação, estamos agora presenciando as confusões sobre Enade, Enem, Vestibulares e outras medidas. Os “donos do poder”, gigantesca burocracia que nasce em Brasília e percorre todos os recantos do Brasil, exercita o patrimonialismo até as últimas consequências. Patrimonialismo, para os “donos do poder”, é tomar com toda naturalidade, como seu, aquilo que é do povo, da pátria. Assim é que nossas Universidades, públicas e privadas, entram para o rankings do Governo, e aí se perdem nesse tiroteio de cegos – Enem? Enade? Vestibular? Testes de massa? Bateria para matricular uma minoria e deixar de fora a maioria? Faoro insiste que a burocracia do poder e o patrimonialismo atravessam os tempos, dilaceram a história, acrescentam mudanças que poderiam parecer progressistas. Mas, no fundo, existe uma continuidade astuta, reacionária, anti-popular, que vem sendo escrita com o tempo. Todos estes testes, Enem, Enade, Vestibulares, tratam de conhecimento unificado para esse imenso Brasil, reduzem educação a este prisma idiota que é o conhecimento congelado. Não sabem esses senhores que educação é uma aventura coletiva de partilha, de afetos, sensibilidades, saberes e conhecimentos, atitudes e valores, de busca dos sentidos da vida, enfim. Educação é opção pessoal, é ir atrás de conhecimento não só por dinheiro, mercado de trabalho e competição na base do “salve-se quem puder”. Educação enlaça pequenos grupos num ideal, não é um fenômeno de massa. As nossas Universidades necessitam desse oxigênio para formular seus objetivos, descobrir novos rumos, ter sua personalidade, escolher seus métodos e distribuir o saber a seus alunos por meio do trabalho dedicado de professores bem remunerados, aliados dos alunos para fazer o verdadeiro conhecimento prosperar. Nesta semana FHC perguntou: “para onde vamos?” E respondeu: “é mais do que tempo de dar um basta ao continuísmo, antes que seja tarde.”

Rumo a Paris, com o futuro da educação superior na bagagem

Janguiê Diniz

Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

Identificação de Riscos Psicossociais NR-01: A Triagem

Júlio Cesar de Castro Ferreira

Psicoterapeuta Clínico, especializado em Neuropsicologia, TCC e Psicanálise. Analista Sênior de Treinamento e Desenvolvimento, especializado em Inteligência Emocional e Soft Skills.

Os Silêncios Metacognitivos do Psicanalista e do Professor

Ronaldo Mota

Diretor-Secretário da Academia Brasileira de Educação e Professor Titular de Física aposentado da Universidade Federal de Santa Maria

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