Precisamos de médicos cubanos?

Valmor Bolan

Professor da Unisa e ex-reitor e dirigente do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras Doutor em Sociologia e especialista em Gestão Universitária pela Organização Universitária Interamericana (OUI), sediada em Montreal, Canadá

Valmor Bolan Doutor em Sociologia e Presidente da Conap/MEC (Comissão Nacional de Acompanhamento e Controle Social do Programa Universidade para Todos-PROUNI) ***
O primeiro estranhamento suscitado por esta questão é a seguinte: por que cubanos? Poderiam ser argentinos, bolivianos, mexicanos, etc. Mas por que médicos de Cuba, de um país que para sair de lá só com autorização do governo dos irmãos Castro? E por que tais médicos são liberados de fazer os exames exigidos para comprovar suas qualificações técnicas, sem revalidação do diploma? E por que trazer auxiliares de enfermagem que se dizem médicos para atuar no interior? Isso é uma afronta à soberania nacional, aos nossos profissionais, àqueles que nasceram aqui e se dedicaram a estudar para terem uma profissão e agora são desprestigiados por profissionais de competência técnica duvidosa. E o mais vergonhoso disso tudo é a capitulação do Congresso Nacional, em aceitar goela abaixo esta decisão do Executivo, que humilha nossos médicos, trazendo concorrentes desqualificados, e - o que é pior - no bojo de um projeto político  e eleitoreiro. São médicos de Cuba, que virão ao Brasil disseminar a ideologia há décadas fomentada e aplicada pelos Castro? E por que temos que aceitar tal humilhação? O que fazer para evitar tal capitulação? O fato é que os nossos médicos requereriam do nosso governo, um apoio efetivo, condições mais dignas de trabalho. O Brasil tem que aceitar sim voluntários. Colocar as Embaixadas mundo afora para estimular a vinda de médicos idealistas (e são muitos por aí) para que com seu fervor e conhecimentos possam contribuir com o país. Os grandes países recebem médicos estrangeiros de alta qualidade. Vejam os Estados Unidos, a Inglaterra, a França e outros. Por que não entre nós? Agora fazer marketing em cima da carência de nossa população trabalhadora e sofredora é demais! Arquitetar pacotes mercadológicos para viabilizar candidaturas políticas é tripudiar sobre os incautos e despolitizados. Até quando? Por que não pensar em saídas mais práticas e duradouras como, por exemplo, preparar profissionais-assistentes de saúde que pudessem oferecer o atendimento primário a toda a população e deixar as atividades mais complexas de saúde aos médicos?        

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Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

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