Carnaval brasileiro e sua grande lição

Antonio de Oliveira

Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001) antonioliveira2011@live.com Instagram: @prof.antoniooliveira

Antonio OliveiraAntônio de Oliveira Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001) antonioliveira2011@live.com ***
Gosto de usar a palavra garra como sinônimo de esforço, empenho, dedicação, suar camisa, agir mais que falar. Enfim, entusiasmo, determinação. O carnaval do Rio chega a ser considerado o maior espetáculo da terra, embora pessoalmente não simpatize com superlativos nem comparativos. Sem dúvida, trata-se de um show vibrante, um exemplo de empreendedorismo e empreendimento coletivo. Por certo, o Brasil pode muito mais. Em esforços coletivos, de liderança plural, sem expectativas messiânicas numa só pessoa para a salvação da pátria. O grito de D. Pedro I ecoou apenas pelas margens plácidas do Ipiranga. No campo político, bem que a população, em vez de brincar com seu voto ou de vendê-lo a quem dá mais, poderia reagir decididamente à corrupção institucionalizada, à escassez de escolas e à inexistência de hospitais padrão FIFA, à insegurança pública, à violência no trânsito, à impunidade dos grandes e aos desmandos de nossos representantes. Na verdade, nem a oposição reage suficientemente, tampouco abre mão dos privilégios que eles próprios, aliados e não aliados, se concedem generosa e acintosamente. Enquanto não diminuir a distância que existe entre nossos políticos e o cidadão que trabalha, e paga muito imposto e os sustenta, dificilmente um grito de independência, à semelhança de um grito de carnaval, ecoará por todo o Brasil. Parece que as cenas de vandalismo eclipsaram o brilho das manifestações populares. Oxalá um dia venha a valer efetivamente o slogan: “O povo, unido, jamais será vencido”. Unido como no carnaval. Esta, a meu ver, tem sido a lição do carnaval carioca e de outros carnavais pelo Brasil afora. Por que não existe esse mesmo “esprit de corps”, das autoridades e do povo, também para as necessidades básicas da população? Será que o pós Copa do Mundo trará uma resposta? O Dia da Mulher vem aí. “É preciso ter garra sempre”, Maria, Maria... Mistura de dor e de carnaval.

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Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

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Psicoterapeuta Clínico, especializado em Neuropsicologia, TCC e Psicanálise. Analista Sênior de Treinamento e Desenvolvimento, especializado em Inteligência Emocional e Soft Skills.

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