Falar mal dos outros

Antonio de Oliveira

Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001) antonioliveira2011@live.com Instagram: @prof.antoniooliveira

Antonio OliveiraAntônio de Oliveira Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001) antonioliveira2011@live.com ***
Alguns fazem distinção entre falar em e falar de. Falar “em” significaria referir-se a alguém, falar a respeito de alguém. Falar “de” seria falar mal. E como isso dá samba, “essa história de gostar de alguém já é mania que as pessoas têm”. Falar de alguém ou falar mal dos outros também é uma mania que muitas pessoas têm. Mania de fazer intrigas, mexericar, tricotar, bisbilhotar, fofocar. – Cuidado, hein! Vou contar só pra você, mas pelo amor de Deus!... Na realidade, pelo amor de Deus e pelo desamor ao próximo, como se as duas coisas combinassem: amar a Deus e não amar ao próximo. Dá-se à língua do mexeriqueiro, pessoa linguareira, linguaruda, e ao próprio mexeriqueiro, o nome de língua solta, língua de palmo, língua afiada, língua comprida, língua de trapo. – Fulana é direita, comadre? Resposta: – Minha filha, você não sabia?! Ela não vale o sal do batismo... Gente famosa, então, anda na mira de tabloides, paparazzi, programas de rádio e televisão, enfim, da mídia sensacionalista, que, chega-se a alegar, aumenta, mas não inventa. O.k.! O.k.! E assim, como um rastilho de pólvora, a notícia sensacionalista se alastra de boca em boca, de rede em rede, e, de tão repetida, torna-se verdadeira. Se fosse feito um balanço entre o verdadeiro, não necessariamente falso, e o banal, com certeza o império da mediocridade ganharia de longe: mitos e super-heróis fabricados, jogadores e artistas semiendeusados, plateias e eleitores manipulados. Sobretudo pelo nosso baixo nível nacional de educação. Hannah Arendt cunhou a expressão ”banalização do mal”, subtítulo de um livro seu sobre o julgamento do nazista Adolf Eichmann. Resta chamar a atenção para o mal da banalização, para a ditadura do efêmero: o céu e a terra passarão... Finalmente, não há quem não tenha defeito. Hum! Ou, quem sabe, quem vive falando mal dos outros não o faz para encobrir os próprios defeitos? Todo o mundo tem sua janela de vidro... E como!

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Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

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