João Batista Araujo e Oliveira
Presidente do Instituto Alfa e Beto
Brasil Econômico, publicado em 14 de outubro de 2010
***
Cada ano de escolaridade adicional vale muito mais para o cidadão do que o contracheque do Bolsa Família. Os candidatos José Serra e Dilma Rousseff devem se esforçar para convencer os eleitores de que a melhor política social é a educação de qualidade, aliada a uma sólida política econômica geradora de empregos qualificados. Se o país não entender isso, perderá postos de trabalho para os estrangeiros melhor preparados - o que já começa a ocorrer pelo descompasso entre a demanda do mercado profissional e o nível da educação da maioria dos brasileiros. As evidências sobre o retorno econômico da educação são abundantes. Cada ciclo de estudos concluído impacta positivamente de 30% a 100% a renda média das pessoas. Nos dois primeiros níveis, fundamental e médio, a qualidade não influi tanto no salário médio. Mas é a partir do ensino superior que os benefícios da educação de qualidade são mais sensíveis ao bolso. Essa é uma grande jornada. No seu início, é preciso ir além do acesso e assegurar a igualdade de sucesso, o que se consegue com vigorosas políticas de primeira infância. Só creches não bastam, são necessárias ainda condicionalidades associadas ao Bolsa Família e muito mais. Há políticas eficazes e exemplos vitoriosos no Brasil e nos países desenvolvidos. O Brasil não é bem-sucedido no ensino fundamental. Nenhuma outra nação avançou adotando políticas similares às propostas e implementadas nos três níveis da federação. Uma bem vinda reforma educacional irá requerer mudanças profundas na pedagogia e na gestão da pedagogia. Até aqui, temos arremedos de reforma e tentativas de conciliação com pressões corporativistas. O país deverá enfrentar o quadro de despreparo do magistério, enquanto inaugura política capaz de atrair e manter bons professores. Até lá, teremos compromissos e remendos. No ensino médio faltam alunos e sobram escolas. Há mais vagas no primeiro ano do ensino médio do que egressos do oitavo ano, que, em geral, não sabem ler e escrever. Nosso modelo de escolas técnicas em prática é ultrapassado. Nas nações desenvolvidas, essa etapa de ensino é diversificada, para atender às condições dos indivíduos e às necessidades da sociedade, que estão cada vez mais no setor de serviços. Precisamos criar novas formas de inserção no mercado de trabalho para a população de 15 a 30 anos que não completou sua escolaridade. O ensino superior é um bom negócio para o governo e o setor privado. A taxa de retorno é excepcional. A política pública deve se concentrar na regulação, para promover a competição, e na desregulamentação das profissões, para permitir a modernização dos currículos, de acordo com as tendências e exigências do século XXI. Melhorar a educação no Brasil requer coragem para enfrentar o corporativismo generalizado dos sindicatos e da comunidade acadêmica que, em grande parte, tem sido responsável pela timidez das reformas propostas até aqui. Com a palavra, os candidatos.

Rumo a Paris, com o futuro da educação superior na bagagem

Janguiê Diniz

Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

Identificação de Riscos Psicossociais NR-01: A Triagem

Júlio Cesar de Castro Ferreira

Psicoterapeuta Clínico, especializado em Neuropsicologia, TCC e Psicanálise. Analista Sênior de Treinamento e Desenvolvimento, especializado em Inteligência Emocional e Soft Skills.

Os Silêncios Metacognitivos do Psicanalista e do Professor

Ronaldo Mota

Diretor-Secretário da Academia Brasileira de Educação e Professor Titular de Física aposentado da Universidade Federal de Santa Maria

Caso o formulário de cadastro não apareça no seu navegador, envie um e-mail para relacionamento@abmes.org.br que ficaremos felizes em atendê-lo.