Cristiano Sieves Especialista em Ludopedagogia da Playmove *** A socialização é um dos pilares para o desenvolvimento humano. No universo infantil, tal evolução ocorre na medida em que a criança interpreta os cenários e agentes com os quais se relaciona - principalmente com aquelas pessoas envolvidas afetiva e efetivamente em sua educação e cuidado. Por meio das relações sociais ocorre a transformação de funções psicológicas, assimilação de signos culturais, confrontamento de ideias e, por fim, consolidação de hipóteses que serão incorporadas para a constituição da sua personalidade, pontos de vista e de sua própria essência. A interação com outras pessoas pode ocorrer em diversos momentos no cotidiano de uma criança: durante um passeio, uma refeição ou uma brincadeira. No ambiente escolar, sobretudo na educação infantil, as relações de interação podem ser consideradas como meio de construção de aprendizagem, pois a vivência com colegas e professores favorece a troca de conhecimento, o diálogo e a interação. Para fomentar a socialização em classe, o papel que o professor desempenha é de mediação. Antes de tudo, cabe ao profissional da educação construir um ambiente propício, onde a criança tenha liberdade para criar, raciocinar e se expressar. É importante saber como elaborar propostas que podem ser compartilhadas e decidir sobre as práticas que devem ser apropriadas por toda a turma. Por meio de atividades em grupo, por exemplo, os pequenos desenvolvem a capacidade de desempenhar tarefas com a ajuda de adultos ou de companheiros mais capazes - o que no futuro será crucial para as relações de trabalho ou qualquer outra atividade que demande cooperação. Para acompanhar e mediar os processos de interação entre as crianças —inclusive nos momentos de conflito, que também são oportunidades de aprendizado—, os educadores devem levar em consideração os modos de comunicação próprios da faixa etária, as singularidades do grupo e o nível de autonomia das crianças. Além disso, deve propor desafios que imponham a elas a necessidade de se relacionar e resolver problemas contando com a parceria de seus pares, sem esquecer que crianças de uma mesma faixa etária possuem diferentes níveis de aprendizagem. É preciso ainda fomentar a debate sobre a educação como um processo social, um caminho de troca entre educador e o educando e entre o educando e seus pares. Além de fundamental para o desenvolvimento humano, a socialização é peça-chave para o reconhecimento e valorização das diversidades. O reconhecimento do outro favorece o desenvolvimento da identidade e da autonomia da criança. Apesar de os benefícios da socialização no ambiente escolar estarem claros para a educação infantil, ainda precisamos superar a valorização de atividades individuais, que promovem a competitividade de saberes. Diante disso, o professor que está ciente de que a educação não se limita à transmissão de informações saberá que atividades em grupos são possibilidades de ampliação do conhecimento, pois leva em consideração as potencialidades dos pequenos dentro do processo social que é o ensino-aprendizagem.

Rumo a Paris, com o futuro da educação superior na bagagem

Janguiê Diniz

Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

Identificação de Riscos Psicossociais NR-01: A Triagem

Júlio Cesar de Castro Ferreira

Psicoterapeuta Clínico, especializado em Neuropsicologia, TCC e Psicanálise. Analista Sênior de Treinamento e Desenvolvimento, especializado em Inteligência Emocional e Soft Skills.

Os Silêncios Metacognitivos do Psicanalista e do Professor

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Diretor-Secretário da Academia Brasileira de Educação e Professor Titular de Física aposentado da Universidade Federal de Santa Maria

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