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Por: Gustavo Fagundes

Educação Superior Comentada | Os primeiros passos da nova gestão do Ministério da Educação

Ano 4 • Nº 17 • 8 de junho de 2016 A Coluna do Gustavo desta semana analisa os primeiros passos da nova gestão do Ministério da Educação.

<p><iframe frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/0W0Ajmx_Mc8" width="560"></iframe></p>

<p>Evidentemente, ainda &eacute; muito cedo para uma an&aacute;lise efetiva da nova gest&atilde;o do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, tendo &agrave; frente o Ministro Mendon&ccedil;a Filho.</p>

<p>Mas, pelos primeiros passos e pela montagem que se vem desenhando das equipes do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o e do Inep, podemos antever uma gest&atilde;o que, efetivamente, dedica ao setor privado da educa&ccedil;&atilde;o o respeito que lhe &eacute; devido e que jamais foi observado na atua&ccedil;&atilde;o das gest&otilde;es dos &uacute;ltimos anos.</p>

<p>Com efeito, as gest&otilde;es anteriores dedicavam um indisfar&ccedil;&aacute;vel preconceito em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es particulares de ensino superior, recusando-se a garantir, entre outras quest&otilde;es basilares, a efetividade de uma representa&ccedil;&atilde;o parit&aacute;ria nos &oacute;rg&atilde;os colegiados do sistema federal de ensino, limitando-se a, &ldquo;<em>generosamente</em>&rdquo;, reservar uma ou duas vagas dentre os diversos assentos que os compunham, sempre mantendo em esmagadora minoria um segmento que responde por mais de 75% das institui&ccedil;&otilde;es credenciadas e 85% das matr&iacute;culas efetuadas na educa&ccedil;&atilde;o superior.</p>

<p>As normas hierarquicamente inferiores produzidas no per&iacute;odo tamb&eacute;m se mostram nitidamente autorit&aacute;rias e preconceituosas, deturpando e ignorando comandos de lei e mesmo da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, sendo exemplo dessas situa&ccedil;&otilde;es a aplica&ccedil;&atilde;o de san&ccedil;&otilde;es na fase inicial dos processos regulat&oacute;rios, a aplica&ccedil;&atilde;o de penalidades n&atilde;o previstas expressamente no ordenamento jur&iacute;dico vigente e o dissimulado favorecimento &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, inclusive com benesses e agilidade surpreendente na tramita&ccedil;&atilde;o dos processos de regula&ccedil;&atilde;o e supervis&atilde;o, al&eacute;m da cria&ccedil;&atilde;o de indicadores de qualidade com indisfar&ccedil;ado endere&ccedil;amento para privilegiar as condi&ccedil;&otilde;es apresentadas por tais institui&ccedil;&otilde;es.</p>

<p>Ao longo dos &uacute;ltimos anos, sugest&otilde;es foram apresentadas, grupos de trabalho foram criados e extintos, com o intuito de rediscutir e buscar a revis&atilde;o da extensa e intrincada cipoada de normas relativas &agrave; educa&ccedil;&atilde;o superior, sem que muito se tenha conseguido avan&ccedil;ar.</p>

<p>Da mesma forma, foram apresentadas in&uacute;meras manifesta&ccedil;&otilde;es pleiteando a observ&acirc;ncia de princ&iacute;pios constitucionais elementares, como o da celeridade e economia processuais, tamb&eacute;m sem que se obtivesse &ecirc;xito significativo, basta verificar o enorme passivo de processos regulat&oacute;rios encalhados na Seres/MEC, alguns deles datando, ainda, do primeiro ciclo avaliativo (2007-2009).</p>

<p>A bem da verdade, a &uacute;nica &aacute;rea em que, de fato, o segmento do ensino superior privado conseguiu participar de forma razoavelmente ativa e obter alguns avan&ccedil;os claros foi na quest&atilde;o do Fies, pois o Governo n&atilde;o podia deixar naufragar seu principal programa de acesso e inclus&atilde;o na educa&ccedil;&atilde;o superior, sobretudo depois do seu papel de destaque nas promessas feitas ao longo da campanha eleitoral.</p>

<p>N&atilde;o &eacute; de hoje que apontamos para a conduta pouco ou nada republicana das gest&otilde;es anteriores do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, bem como para a necessidade premente de uma revis&atilde;o no cipoal regulat&oacute;rio que dificulta a evolu&ccedil;&atilde;o de nosso sistema educacional.</p>

<p>Diante desse contexto, extra&iacute;do da hist&oacute;ria recente do sistema federal de ensino, n&atilde;o podemos deixar de registrar a expectativa positiva que os primeiros passos da nova gest&atilde;o do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o transmitem.</p>

<p>O primeiro sinal da mudan&ccedil;a de paradigma na condu&ccedil;&atilde;o do relacionamento entre o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o e o segmento do ensino superior particular foi a designa&ccedil;&atilde;o de gestores para o MEC e o Inep que, historicamente, tem demonstrado capacidade de dialogar de forma transparente e produtiva com o segmento privado, sem o ran&ccedil;o autorit&aacute;rio e preconceituoso de seus antecessores.</p>

<p>Essa condi&ccedil;&atilde;o j&aacute; fica evidente na imediata abertura de qualificados canais de di&aacute;logo franco entre o MEC e a iniciativa privada, com a oportunidade de conjuga&ccedil;&atilde;o de esfor&ccedil;os no sentido do aprimoramento da educa&ccedil;&atilde;o superior e do funcionamento do sistema federal de ensino, inclusive no que diz respeito ao seu intrincado complexo normativo.</p>

<p>Soma-se a isto a disposi&ccedil;&atilde;o demonstrada pela gest&atilde;o atual do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o em promover uma profunda revis&atilde;o t&eacute;cnica desse contexto normativo, sobretudo das normas a&ccedil;odadamente publicadas no apagar das luzes da gest&atilde;o anterior, contendo novos desmandos e acentuada carga de autoritarismo, como ali&aacute;s, era de praxe naqueles tempos.</p>

<p>Resta ao segmento do ensino superior privado torcer para que essa disposi&ccedil;&atilde;o inicial de, enfim, dedicar o devido e merecido respeito ao setor seja mantida e, sobretudo, trabalhar com afinco para demonstrar a sua capacidade de colabora&ccedil;&atilde;o para o engrandecimento da educa&ccedil;&atilde;o nacional e a moderniza&ccedil;&atilde;o do sistema federal de ensino.</p>

<p>Mais do que comemorar a tardia percep&ccedil;&atilde;o de sua import&acirc;ncia e do justificado respeito que sempre mereceu e poucas vezes recebeu, o setor precisa participar ativamente desse momento hist&oacute;rico, consolidando sua participa&ccedil;&atilde;o no processo de debate e defini&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para a educa&ccedil;&atilde;o, bem como do estabelecimento de um conjunto de normas eficientes e modernas.</p>

<p><span style="font-family:open sans,sans-serif">&bull;</span></p>

<p>Qualquer cr&iacute;tica, d&uacute;vida ou corre&ccedil;&otilde;es, por favor, entre em contato com a&nbsp;<a href="mailto:gustavo@ilape.edu.br" style="box-sizing: border-box; color: rgb(0, 150, 65); text-decoration: none; background-color: transparent;" target="_blank">Coluna Educa&ccedil;&atilde;o Superior Comentada</a>,<a href="mailto:gustavo@ilape.edu.br" style="box-sizing: border-box; color: rgb(0, 150, 65); text-decoration: none; background-color: transparent;" target="_blank">&nbsp;por Gustavo Fagundes</a>, que tamb&eacute;m est&aacute; &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o para sugest&atilde;o de temas a serem tratados nas pr&oacute;ximas edi&ccedil;&otilde;es.</p>

<p>A ABMES presta tamb&eacute;m&nbsp;<a href="http://abmes.org.br/eventos/detalhe/464/agendamento-para-atendimento-juridico-e-academico-das-pmies" style="box-sizing: border-box; color: rgb(0, 150, 65); text-decoration: none; background-color: transparent;" target="_blank">atendimento presencial</a>&nbsp;nas &aacute;reas jur&iacute;dica e acad&ecirc;mica. Saiba mais sobre o servi&ccedil;o e verifique as datas dispon&iacute;veis.</p>

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