Por: Celso Frauches
Educação Superior Comentada | Políticas, diretrizes, legislação e normas do ensino superior

Ano 1 • Nº 30 • De 4 a 10 de outubro de 2011
<p><strong>AINDA OS BACHARELADOS EM TEOLOGIA: ESTADO LAICO X LIBERDADE DE ENSINAR E DE APRENDER</strong></p>
<p>A propósito do artigo <em>Teologia: normas para autorização e reconhecimento dos cursos e aproveitamento de estudos de cursos livres</em>, com base no Parecer CNE/CES nº 241/1999, inserido na <em>Coluna do Celso nº 29</em>, atento leitor pergunta porque não abordei o <span style="color:#0000ff"><a href="http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/pces118_09.pdf" target="_blank">Parecer nº 118/2009</a></span> da Câmara de Educação Superior (CES) do CNE, aprovado em 6/5/2009.</p>
<p>O citado parecer não foi referenciado em virtude de não ter obtido a homologação ministerial, especialmente, por abordar inadequadamente as questões relativas à laicidade do Estado brasileiro.</p>
<p>O referido parecer contempla orientações para instrução dos processos referentes à autorização e reconhecimento dos cursos de graduação em Teologia, bacharelado.</p>
<p>O parecer investe de forma equivocada contra os cursos de Teologia que se restringem “a uma única visão teológica e se caracterizam como cursos catequéticos a serviço de uma confissão religiosa e terminam por <strong><em>ferir o princípio constitucional da separação entre Igreja e Estado</em></strong>, pois preparam o aluno para atuar em uma única religião, papel que não cabe ao Estado nem a instituições de ensino superior por ele credenciadas”. (grifei)</p>
<p>Ao invocar “a doutrina da separação entre Igreja e Estado”, “o caráter leigo do Estado” e “a preservação da liberdade religiosa” a Câmara de Educação Superior do CNE agride frontalmente a Constituição que, no inciso II do art. 206 assegura a “liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber” e, no inciso II, o “pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino”.</p>
<p>O Estado brasileiro ao credenciar uma instituição de ensino superior privada não pode discriminar nenhuma delas pelo fato de serem ligadas a alguma religião ou seita religiosa. A iniciativa privada, confessional ou leiga, é livre na área da educação superior, estando sujeita apenas à Lei e à avaliação de qualidade. O Estado laico não é agredido por isso. Nenhuma lei proíbe a existência de IES ou cursos que tenham vínculo com determinada religião.</p>
<p>Apenas para reavivar a memória dos que, equivocamente, pensam que o Estado laico não deve autorizar IES e cursos voltados para determinada religião, lembro da existência das PUC’s. O termo “Pontifícia”, usado por diversas universidades católicas brasileiras, é concedido pelo Papa e aceito pelo Estado brasileiro, sem qualquer ofensa à laicidade.</p>
<p>Eis alguns exemplos: <strong> </strong></p>
<div style="padding-left: 50px;">
<p><strong>* Pontifícia Universidade Católica de São Paulo </strong>– segundo o seu portal na Internet, nasceu há 60 anos “da vontade política da comunidade católica” e, em 1947, “<strong><em>recebeu do Papa Pio XII o título de Pontifícia</em></strong>”; o curso de bacharelado em Teologia tem as seguintes características, claramente delineadas pela Igreja Católica:</p>
<p>Perfil Profissional</p>
<p><strong><em>O curso de bacharelado em teologia forma academicamente os alunos para sua atuação pastoral, acadêmica e científica em consonância com as diretrizes da igreja católica</em></strong>. O aluno formado em teologia atua como agente de pastoral nas comunidades, como professor e pesquisador na área e outras atividades que exijam tal preparação. Por isso o curso forma candidatos às ordens sacras, religiosos e leigos para o aprofundamento de seus compromissos eclesiais e de suas práticas pastorais.</p>
<p>Reconhecimentos</p>
<p><strong><em>O diploma de bacharel em teologia da PUC-SP tem duplo reconhecimento: o civil, através do MEC, e o eclesiástico, através da Sé Apostólica </em></strong>(Vaticano).</p>
<p>Organização Curricular</p>
<p><strong><em>O conteúdo do curso de teologia é determinado pelas próprias afirmações da fé cristã</em></strong>. O eixo temático de cada ano de estudo é o próprio itinerário da profissão de fé, que vai da acolhida da Revelação ao encontro com Deus, passando pela compreensão do Mistério Divino historicizado em Jesus Cristo e vivenciado pelo crente na comunidade eclesial. Estudos aprofundados de Sagrada Escritura e de história do cristianismo estão presentes na grade curricular que se organiza a partir dos fundamentos da teologia (Teologia Fundamental), sistematiza seu conteúdo (Teologia Sistemática ou Dogmática) e afirma as conseqüências existenciais da vivência da fé (Teologia Moral e Pastoral) (grifei).</p>
<p><strong>*Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro</strong> – segundo o seu Estatuto, aprovado pelo Ministério da Educação, “<strong><em>é uma universidade particular e confessional</em></strong>” e segundo o seu perfil institucional “<strong><em>está ligada a um grupo social que aceita a inspiração da tradição humanístico-cristã da Igreja Católica</em></strong>” e “sua legitimidade como entidade particular, confessional e comunitária está fundamentada nos seguintes princípios estabelecidos pela Constituição da República do Brasil: 1) "liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (art. 206, II; 2), "pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino" (art. 206, III)”. E em relação ao curso de Teologia, bacharelado, reconhecido pela Portaria MEC nº 2.602, de 25/7/2005 (DOU de 26/7/2005), que ministra, a PUC-RJ, assume “a Teologia cristã católica... (como um) estudo científico da Revelação de Deus realizada através de Jesus Cristo e atestada na Sagrada Escritura e na Tradição da Igreja”. Diz mais: <strong><em>A função do teólogo é, portanto, partindo da Revelação divina</em></strong>, aprofundar cientificamente os fundamentos da fé cristã, dialogando com as ciências e a sociedade. Ele pode se dedicar ao campo da pesquisa, ao ensino de Teologia em diversos níveis, a variadas funções pastorais e ao serviço de assessoria a grupos religiosos ou abertos à dimensão religiosa. (grifei)</p>
<p><strong>* Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul</strong> – por seu Estatuto, aprovado pelo CNE, “<strong><em>é uma instituição confessional católica</em></strong>, <strong><em>que se rege</em></strong> pela legislação federal, <strong><em>pelas disposições canônicas aplicáveis</em></strong>, por seu Estatuto e Regimento e, no que couber, pelo Estatuto da Entidade Mantenedora” (Art. 2º)... “<strong><em>fundamentada em princípios da Ética e do Cristianismo e na tradição educativa marista</em></strong>” (Art. 3º) (gn). A PUC-RS, conforme informa o seu portal na Internet “é uma Instituição confessional católica e comunitária, tendo como Chanceler o Arcebispo de Porto Alegre. <strong><em>O título de Pontifícia, outorgado pelo Papa Pio XII, em 1º de novembro de 1950, “significa a marca de união e de filial devotamento à Santa Sé</em></strong>”. A PUC-RS é mantida, desde o ano 1994, pela União Brasileira de Educação e Assistência (UBEA), entidade civil dos Irmãos Maristas, com sede em Porto Alegre. A missão da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, “fundamentada em princípios da Ética e do Cristianismo e na tradição educativa marista, tem por Missão produzir e difundir conhecimento e promover a formação humana e profissional, orientada por critérios de qualidade e relevância, na busca de uma sociedade justa e fraterna”. E esclarece: “o substantivo "Universidade" é adjetivado pelo termo "Católica", pois <strong><em>se trata de uma Universidade que professa o Catolicismo, ou seja, que defende e proclama seus dogmas</em></strong>”. O título de "Pontifícia" é “o reconhecimento à contribuição de uma instituição universitária ao bem da Igreja no que diz respeito à formação superior, tanto nas ciências, quanto nas artes”. (grifei)</p>
</div>
<p>Por acaso a Câmara de Educação Superior do CNE desejava, com o Parecer nº 118/2009, cassar o credenciamento das universidades católicas? Das metodistas ou luteranas? Fechar os cursos de Teologia dessas universidades?</p>
<p>Ignorado esse lamentável equívoco, o Parecer CES/CNE nº 118/2009 tem orientações que podem e devem ser seguidas pelas IES que ofertam cursos de Teologia, na modalidade bacharelado.</p>
<p>Os bacharelados em Teologia, segundo o parecer, devem atender ao disposto no <span style="color:#0000ff"><a href="http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/1997/pces776_97.pdf" target="_blank"> Parecer CES/CES nº 776/1997</a></span>, e no art. 43 da<span style="color:#0000ff"> <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm" target="_blank">Lei nº 9.394</a></span>, de 1996, a LDB, “em especial em seus incisos I, III e VI”.</p>
<p>O Parecer nº 776/1997 contém orientações gerais sobre as diretrizes curriculares nacionais, resumidas a seguir:</p>
<div style="padding-left: 50px;">
<p>1. assegurar, às instituições de ensino superior, ampla liberdade na composição da carga horária a ser cumprida para a integralização dos currículos, assim como na especificação das unidades de estudos a serem ministradas;</p>
<p>2. indicar os tópicos ou campos de estudo e demais experiências de ensino-aprendizagem que comporão os currículos, evitando ao máximo a fixação de conteúdo dos específicos com cargas horárias pré-determinadas, as quais não poderão exceder 50% da carga horária total dos cursos;</p>
<p>3. evitar o prolongamento desnecessário da duração dos cursos de graduação;</p>
<p>4. incentivar uma sólida formação geral, necessária para que o futuro graduado possa vir a superar os desafios de renovadas condições de exercício profissional e de produção do conhecimento, permitindo variados tipos de formação e habilitações diferenciadas em um mesmo programa;</p>
<p>5. estimular práticas de estudo independente, visando uma progressiva autonomia profissional e intelectual do aluno;</p>
<p>6. encorajar o reconhecimento de habilidades, competências e conhecimentos adquiridos fora do ambiente escolar, inclusive os que se refiram à experiência profissional julgada relevante para a área de formação considerada;</p>
<p>7. fortalecer a articulação da teoria com a prática, valorizando a pesquisa individual e coletiva, assim como os estágios e a participação em atividades de extensão;</p>
<p>8. incluir orientações para a condução de avaliações periódicas que utilizem instrumentos variados e sirvam para informar a docentes e a discentes acerca do desenvolvimento das atividades didáticas.</p>
</div>
<p>Lembro, todavia, que nem a própria Câmara de Educação Superior do CNE vem cumprindo as determinações do referido parecer, especialmente, em relação aos itens 1, 2 e 3. Quase todas as diretrizes curriculares fixadas para os cursos de graduação não asseguram “ampla liberdade” às IES na composição da carga horária a ser cumprida para a integralização dos currículos, assim como na especificação das unidades de estudos a serem ministradas”, uma vez que indica “tópicos ou campos de estudo” que excedem a “50% da carga horária total dos cursos”. Por outro lado, a carga horária mínima de todos os cursos foi ampliada pelo CNE, transgredindo, assim, o item 3, não evitando o “prolongamento desnecessário da duração dos cursos de graduação”. Na realidade, o CNE vem reeditando os currículos mínimos apelidados de “diretrizes curriculares nacionais”, para “cumprir” (?) a lei.</p>
<p>O art. 43 da LDB, referenciado no Parecer nº 118/2009, tem a seguinte redação:</p>
<div style="padding-left: 50px;">
<p>Art. 43. A educação superior tem por finalidade:</p>
<p><strong><em> I. </em></strong><strong><em>estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo;</em></strong></p>
<p> II. formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua;</p>
<p><strong><em> II. </em></strong><strong><em>incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica, visando o desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da cultura, e, desse modo, desenvolver o entendimento do homem e do meio em que vive;</em></strong></p>
<p> IV. promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicações ou de outras formas de comunicação;</p>
<p> V. suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento cultural e profissional e possibilitar a correspondente concretização, integrando os conhecimentos que vão sendo adquiridos numa estrutura intelectual sistematizadora do conhecimento de cada geração;</p>
<p> VI. <strong><em>estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, em particular os nacionais e regionais, prestar serviços especializados à comunidade e estabelecer com esta uma relação de reciprocidade</em></strong>;</p>
<p> VII. promover a extensão, aberta à participação da população, visando à difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e da pesquisa científica e tecnológica geradas na instituição. (grifei)</p>
</div>
<p>Os destaques são para os incisos citados no referido parecer, que conclui com as seguintes recomendações a respeito dos conteúdos curriculares e da duração dos bacharelados em Teologia:</p>
<div style="padding-left: 50px;">
<p>É importante, portanto, que os cursos de graduação em Teologia, bacharelado, no País garantam o acesso à diversidade e à complexidade das teologias nas diferentes culturas e permitam analisá-las à luz dos diferentes momentos históricos e contextos em que se desenvolvem. Devem, ainda, garantir uma ampla formação científica e metodológica, por meio da flexibilidade curricular na área do conhecimento e interação com as áreas afins.</p>
<p>Por essa razão, o estudo das teologias, da área de Ciências Humanas conforme classificação CAPES/CNPq, não pode prescindir de conhecimentos das ciências humanas e sociais, da filosofia, da história, da antropologia, da sociologia, da psicologia e da biologia entre outras. Essas ciências permitem estudar o universo teológico respeitando o princípio da “exclusão da transcendência”, condição da abordagem científica, ou seja, não se trata de afirmar ou negar a veracidade das afirmações teológicas, mas, sim, estudar o modo como elas surgem, como se manifestam e como atuam nas diferentes dimensões da vida, das experiências e do conhecimento humano. O estudo da teologia deve, ainda, buscar diálogo com outras áreas científicas, possibilitando estudos interdisciplinares.</p>
<p>Salienta-se, outrossim, a importância do respeito à laicidade do Estado, a fim de evitar que os cursos tenham um caráter confessional, proselitista, fechados em uma única visão de mundo e de homem. Espera-se que os cursos de graduação em Teologia, bacharelado, formem teólogos críticos e reflexivos, capazes de compreender a dinâmica do fato religioso que perpassa a vida humana em suas várias dimensões.</p>
<p>Propõe-se que os currículos dos cursos de graduação em Teologia, bacharelado, desenvolvam-se a partir dos seguintes eixos:</p>
<p> </p>
<p>1. eixo filosófico – que contemple disciplinas que permitam avaliar as linhas de pensamento subjacentes às teologias, conhecer as suas bases epistemológicas e desenvolver o respeito à ética;</p>
<p>2. eixo metodológico – que garanta a apropriação de métodos e estratégias de produção do conhecimento científico na área das ciências humanas;</p>
<p>3. eixo histórico – que garanta a compreensão dos contextos culturais e históricos;</p>
<p>4. eixo sócio-político – que contemple análises sociológicas, econômicas e políticas e seus efeitos nas relações institucionais e internacionais;</p>
<p>5. eixo linguístico – que possibilite a leitura e a interpretação dos textos que compõem o saber específico de cada teologia e o domínio de procedimentos da hermenêutica;</p>
<p>6. eixo interdisciplinar – que estabeleça diálogo com áreas de interface, como a psicologia, a antropologia, o direito, a biologia e outras áreas científicas.</p>
<p> </p>
<p>Vale dizer que, no Brasil, existe cerca de uma centena de cursos de Teologia (em maio de 2009; em outubro de 2011, 134 cursos), já autorizados ou reconhecidos, presentes em vários Estados. Eles são oferecidos por instituições públicas e particulares, pertencentes a mantenedoras confessionais ou não e contemplam teologias subjacentes a diferentes confissões: adventista, batista, católica, espírita, evangélica, luterana, messiânica, metodista, umbandista, entre outras. Trata-se de cursos de graduação com duração entre 1.500 e 4.500 horas. Considerando que se trata de cursos de graduação, orienta-se que respeitem um mínimo de 2.400 horas.</p>
</div>
<p>Tendo em vista que o Parecer CES/CNE nº 118/2009 não foi homologado pelo ministro da Educação, não há obrigatoriedade para o cumprimento dessas diretrizes curriculares gerais. Podem, porém, ser adotadas livremente, com o objetivo de tornar os bacharelados em Teologia sintonizados com a modernidade e os novos tempos abertos ao ecumenismo.</p>
<p> </p>
<p><u>***********************************************************************************************************************************************</u><strong> </strong><br />
</p>
<p><strong>O LEGADO DE STEVE JOBS </strong></p>
<p>Steve Jobs deixa um legado de importância incalculável, em todas as áreas do conhecimento humano. Tendo revolucionado as tecnologias da informação e da comunicação, a sua herança na área da gestão e do desenvolvimento profissional e pessoal são, também, de raro significado, nesse mar de mediocridade que permeia as grandes organizações empresariais. Extraí da revista <em>Veja</em> (Edição 2238, ano 44, nº 41, de 12 de outubro de 2011, ps. 98/104) alguns desses ensinos:</p>
<p> </p>
<p>* <strong>Faça aquilo de que você gosta</strong> – mesmo que no começo pareça que não vai dar certo: “Muitas vezes, as pessoas não sabem o que querem até que alguém lhes mostre” (Entrevista à <em>Business Weeck</em>, em 1998);</p>
<p>* <strong>Aprenda com os erros</strong> – e jamais pare de errar: “Se continuam correndo o risco de fracasso, eles ainda são artistas. Dylan e Picasso sempre corriam o risco de fracasso” (Em reportagem à revista <em>Fortune</em>, em 1998);</p>
<p>* <strong>Trabalhe com equipes pequenas</strong>: “É difícil imaginar que uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4.300 pessoas não pudessem competir com seis pessoas vestindo jeans” (Em 1985, depois de deixar a Apple, ao comentar os primeiros anos de embate com a IBM);</p>
<p>* <strong>Faça as perguntas certas</strong> – e pense diferente do que você pensa: “Você quer passar o resto da vida vendendo água com açúcar ou quer ter a chance de mudar o mundo?” (Em 1983, ao convidar John Sculley, então executivo-chefe da Pepsi, para trabalhar na Apple);</p>
<p>* <strong>Crie uma cultura corporativa</strong> – mesmo na administração doméstica: "A inovação não tem nada a ver com a quantidade de dólares que você investe em pesquisa e desenvolvimento. Quando a Apple lançou o Mac, a IBM estava gastando no mínimo cem vezes mais em P&D. Não é uma questão de dinheiro. É a equipe que você tem, como você lidera e quanto você entende da coisa” (Em entrevista à <em>Fortune</em>, em 1998);</p>
<p>* <strong>Simplifique</strong> – e diga não ao supérfluo: “À medida que aumenta a complexidade da tecnologia, também cresce a demanda pela força básica da Apple de tornar compreensível para meros mortais recursos tecnológicos muito complexos” (Em entrevista ao <em>New York Times</em>, em 2003);</p>
<p>* <strong>Guarde segredo e os alimente</strong>: “A jornada é a recompensa” (Aos criadores do Macintosh, em 1982);</p>
<p>* <strong>Ouças os outros</strong> – mas não tenha medo de tomar decisões sozinho: “Não fazemos pesquisa de mercado. Não contratamos consultores... Só queremos fazer produtos ótimos” (Em entrevista à <em>CNN</em>, em 2008);</p>
<p>* <strong>É sempre melhor pegar um caminho alternativo do que correr onde todos já estão</strong>: “Leonardo da Vinci era um grande artista e um grande cientista. Michelangelo conhecia a fundo o corte de pedras em pedreiras. Edwin Land, da Polaroid, um dia disse: ‘Quero que a Polaroid se situe na intersecção da arte e da ciência – nunca me esqueci disso” (À revista <em>Time</em>, em 1999);</p>
<p>* <strong>Um pouco de autossuficiência é bom</strong> – valorize sua própria marca: “Eu valia mais de 1 milhão de dólares quando tinha 23 anos, mais de 10 milhões quando tinha 24, mais de 100 milhões quando tinha 25, e isso não era importante, porque nunca fiz nada por dinheiro” (Em 1996, no documentário para a tv – <em>O Triunfo dos Nerds</em>).</p>
<p>Qualquer dúvida em relação aos temas aqui tratados, entre em contato com a <span style="color:#0000ff"><a href="mailto:celso@ilape.edu.br"><em>Coluna do Celso</em></a></span>.</p>
<p>A propósito do artigo <em>Teologia: normas para autorização e reconhecimento dos cursos e aproveitamento de estudos de cursos livres</em>, com base no Parecer CNE/CES nº 241/1999, inserido na <em>Coluna do Celso nº 29</em>, atento leitor pergunta porque não abordei o <span style="color:#0000ff"><a href="http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/pces118_09.pdf" target="_blank">Parecer nº 118/2009</a></span> da Câmara de Educação Superior (CES) do CNE, aprovado em 6/5/2009.</p>
<p>O citado parecer não foi referenciado em virtude de não ter obtido a homologação ministerial, especialmente, por abordar inadequadamente as questões relativas à laicidade do Estado brasileiro.</p>
<p>O referido parecer contempla orientações para instrução dos processos referentes à autorização e reconhecimento dos cursos de graduação em Teologia, bacharelado.</p>
<p>O parecer investe de forma equivocada contra os cursos de Teologia que se restringem “a uma única visão teológica e se caracterizam como cursos catequéticos a serviço de uma confissão religiosa e terminam por <strong><em>ferir o princípio constitucional da separação entre Igreja e Estado</em></strong>, pois preparam o aluno para atuar em uma única religião, papel que não cabe ao Estado nem a instituições de ensino superior por ele credenciadas”. (grifei)</p>
<p>Ao invocar “a doutrina da separação entre Igreja e Estado”, “o caráter leigo do Estado” e “a preservação da liberdade religiosa” a Câmara de Educação Superior do CNE agride frontalmente a Constituição que, no inciso II do art. 206 assegura a “liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber” e, no inciso II, o “pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino”.</p>
<p>O Estado brasileiro ao credenciar uma instituição de ensino superior privada não pode discriminar nenhuma delas pelo fato de serem ligadas a alguma religião ou seita religiosa. A iniciativa privada, confessional ou leiga, é livre na área da educação superior, estando sujeita apenas à Lei e à avaliação de qualidade. O Estado laico não é agredido por isso. Nenhuma lei proíbe a existência de IES ou cursos que tenham vínculo com determinada religião.</p>
<p>Apenas para reavivar a memória dos que, equivocamente, pensam que o Estado laico não deve autorizar IES e cursos voltados para determinada religião, lembro da existência das PUC’s. O termo “Pontifícia”, usado por diversas universidades católicas brasileiras, é concedido pelo Papa e aceito pelo Estado brasileiro, sem qualquer ofensa à laicidade.</p>
<p>Eis alguns exemplos: <strong> </strong></p>
<div style="padding-left: 50px;">
<p><strong>* Pontifícia Universidade Católica de São Paulo </strong>– segundo o seu portal na Internet, nasceu há 60 anos “da vontade política da comunidade católica” e, em 1947, “<strong><em>recebeu do Papa Pio XII o título de Pontifícia</em></strong>”; o curso de bacharelado em Teologia tem as seguintes características, claramente delineadas pela Igreja Católica:</p>
<p>Perfil Profissional</p>
<p><strong><em>O curso de bacharelado em teologia forma academicamente os alunos para sua atuação pastoral, acadêmica e científica em consonância com as diretrizes da igreja católica</em></strong>. O aluno formado em teologia atua como agente de pastoral nas comunidades, como professor e pesquisador na área e outras atividades que exijam tal preparação. Por isso o curso forma candidatos às ordens sacras, religiosos e leigos para o aprofundamento de seus compromissos eclesiais e de suas práticas pastorais.</p>
<p>Reconhecimentos</p>
<p><strong><em>O diploma de bacharel em teologia da PUC-SP tem duplo reconhecimento: o civil, através do MEC, e o eclesiástico, através da Sé Apostólica </em></strong>(Vaticano).</p>
<p>Organização Curricular</p>
<p><strong><em>O conteúdo do curso de teologia é determinado pelas próprias afirmações da fé cristã</em></strong>. O eixo temático de cada ano de estudo é o próprio itinerário da profissão de fé, que vai da acolhida da Revelação ao encontro com Deus, passando pela compreensão do Mistério Divino historicizado em Jesus Cristo e vivenciado pelo crente na comunidade eclesial. Estudos aprofundados de Sagrada Escritura e de história do cristianismo estão presentes na grade curricular que se organiza a partir dos fundamentos da teologia (Teologia Fundamental), sistematiza seu conteúdo (Teologia Sistemática ou Dogmática) e afirma as conseqüências existenciais da vivência da fé (Teologia Moral e Pastoral) (grifei).</p>
<p><strong>*Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro</strong> – segundo o seu Estatuto, aprovado pelo Ministério da Educação, “<strong><em>é uma universidade particular e confessional</em></strong>” e segundo o seu perfil institucional “<strong><em>está ligada a um grupo social que aceita a inspiração da tradição humanístico-cristã da Igreja Católica</em></strong>” e “sua legitimidade como entidade particular, confessional e comunitária está fundamentada nos seguintes princípios estabelecidos pela Constituição da República do Brasil: 1) "liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber" (art. 206, II; 2), "pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino" (art. 206, III)”. E em relação ao curso de Teologia, bacharelado, reconhecido pela Portaria MEC nº 2.602, de 25/7/2005 (DOU de 26/7/2005), que ministra, a PUC-RJ, assume “a Teologia cristã católica... (como um) estudo científico da Revelação de Deus realizada através de Jesus Cristo e atestada na Sagrada Escritura e na Tradição da Igreja”. Diz mais: <strong><em>A função do teólogo é, portanto, partindo da Revelação divina</em></strong>, aprofundar cientificamente os fundamentos da fé cristã, dialogando com as ciências e a sociedade. Ele pode se dedicar ao campo da pesquisa, ao ensino de Teologia em diversos níveis, a variadas funções pastorais e ao serviço de assessoria a grupos religiosos ou abertos à dimensão religiosa. (grifei)</p>
<p><strong>* Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul</strong> – por seu Estatuto, aprovado pelo CNE, “<strong><em>é uma instituição confessional católica</em></strong>, <strong><em>que se rege</em></strong> pela legislação federal, <strong><em>pelas disposições canônicas aplicáveis</em></strong>, por seu Estatuto e Regimento e, no que couber, pelo Estatuto da Entidade Mantenedora” (Art. 2º)... “<strong><em>fundamentada em princípios da Ética e do Cristianismo e na tradição educativa marista</em></strong>” (Art. 3º) (gn). A PUC-RS, conforme informa o seu portal na Internet “é uma Instituição confessional católica e comunitária, tendo como Chanceler o Arcebispo de Porto Alegre. <strong><em>O título de Pontifícia, outorgado pelo Papa Pio XII, em 1º de novembro de 1950, “significa a marca de união e de filial devotamento à Santa Sé</em></strong>”. A PUC-RS é mantida, desde o ano 1994, pela União Brasileira de Educação e Assistência (UBEA), entidade civil dos Irmãos Maristas, com sede em Porto Alegre. A missão da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, “fundamentada em princípios da Ética e do Cristianismo e na tradição educativa marista, tem por Missão produzir e difundir conhecimento e promover a formação humana e profissional, orientada por critérios de qualidade e relevância, na busca de uma sociedade justa e fraterna”. E esclarece: “o substantivo "Universidade" é adjetivado pelo termo "Católica", pois <strong><em>se trata de uma Universidade que professa o Catolicismo, ou seja, que defende e proclama seus dogmas</em></strong>”. O título de "Pontifícia" é “o reconhecimento à contribuição de uma instituição universitária ao bem da Igreja no que diz respeito à formação superior, tanto nas ciências, quanto nas artes”. (grifei)</p>
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<p>Por acaso a Câmara de Educação Superior do CNE desejava, com o Parecer nº 118/2009, cassar o credenciamento das universidades católicas? Das metodistas ou luteranas? Fechar os cursos de Teologia dessas universidades?</p>
<p>Ignorado esse lamentável equívoco, o Parecer CES/CNE nº 118/2009 tem orientações que podem e devem ser seguidas pelas IES que ofertam cursos de Teologia, na modalidade bacharelado.</p>
<p>Os bacharelados em Teologia, segundo o parecer, devem atender ao disposto no <span style="color:#0000ff"><a href="http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/1997/pces776_97.pdf" target="_blank"> Parecer CES/CES nº 776/1997</a></span>, e no art. 43 da<span style="color:#0000ff"> <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm" target="_blank">Lei nº 9.394</a></span>, de 1996, a LDB, “em especial em seus incisos I, III e VI”.</p>
<p>O Parecer nº 776/1997 contém orientações gerais sobre as diretrizes curriculares nacionais, resumidas a seguir:</p>
<div style="padding-left: 50px;">
<p>1. assegurar, às instituições de ensino superior, ampla liberdade na composição da carga horária a ser cumprida para a integralização dos currículos, assim como na especificação das unidades de estudos a serem ministradas;</p>
<p>2. indicar os tópicos ou campos de estudo e demais experiências de ensino-aprendizagem que comporão os currículos, evitando ao máximo a fixação de conteúdo dos específicos com cargas horárias pré-determinadas, as quais não poderão exceder 50% da carga horária total dos cursos;</p>
<p>3. evitar o prolongamento desnecessário da duração dos cursos de graduação;</p>
<p>4. incentivar uma sólida formação geral, necessária para que o futuro graduado possa vir a superar os desafios de renovadas condições de exercício profissional e de produção do conhecimento, permitindo variados tipos de formação e habilitações diferenciadas em um mesmo programa;</p>
<p>5. estimular práticas de estudo independente, visando uma progressiva autonomia profissional e intelectual do aluno;</p>
<p>6. encorajar o reconhecimento de habilidades, competências e conhecimentos adquiridos fora do ambiente escolar, inclusive os que se refiram à experiência profissional julgada relevante para a área de formação considerada;</p>
<p>7. fortalecer a articulação da teoria com a prática, valorizando a pesquisa individual e coletiva, assim como os estágios e a participação em atividades de extensão;</p>
<p>8. incluir orientações para a condução de avaliações periódicas que utilizem instrumentos variados e sirvam para informar a docentes e a discentes acerca do desenvolvimento das atividades didáticas.</p>
</div>
<p>Lembro, todavia, que nem a própria Câmara de Educação Superior do CNE vem cumprindo as determinações do referido parecer, especialmente, em relação aos itens 1, 2 e 3. Quase todas as diretrizes curriculares fixadas para os cursos de graduação não asseguram “ampla liberdade” às IES na composição da carga horária a ser cumprida para a integralização dos currículos, assim como na especificação das unidades de estudos a serem ministradas”, uma vez que indica “tópicos ou campos de estudo” que excedem a “50% da carga horária total dos cursos”. Por outro lado, a carga horária mínima de todos os cursos foi ampliada pelo CNE, transgredindo, assim, o item 3, não evitando o “prolongamento desnecessário da duração dos cursos de graduação”. Na realidade, o CNE vem reeditando os currículos mínimos apelidados de “diretrizes curriculares nacionais”, para “cumprir” (?) a lei.</p>
<p>O art. 43 da LDB, referenciado no Parecer nº 118/2009, tem a seguinte redação:</p>
<div style="padding-left: 50px;">
<p>Art. 43. A educação superior tem por finalidade:</p>
<p><strong><em> I. </em></strong><strong><em>estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo;</em></strong></p>
<p> II. formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua;</p>
<p><strong><em> II. </em></strong><strong><em>incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica, visando o desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da cultura, e, desse modo, desenvolver o entendimento do homem e do meio em que vive;</em></strong></p>
<p> IV. promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicações ou de outras formas de comunicação;</p>
<p> V. suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento cultural e profissional e possibilitar a correspondente concretização, integrando os conhecimentos que vão sendo adquiridos numa estrutura intelectual sistematizadora do conhecimento de cada geração;</p>
<p> VI. <strong><em>estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, em particular os nacionais e regionais, prestar serviços especializados à comunidade e estabelecer com esta uma relação de reciprocidade</em></strong>;</p>
<p> VII. promover a extensão, aberta à participação da população, visando à difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e da pesquisa científica e tecnológica geradas na instituição. (grifei)</p>
</div>
<p>Os destaques são para os incisos citados no referido parecer, que conclui com as seguintes recomendações a respeito dos conteúdos curriculares e da duração dos bacharelados em Teologia:</p>
<div style="padding-left: 50px;">
<p>É importante, portanto, que os cursos de graduação em Teologia, bacharelado, no País garantam o acesso à diversidade e à complexidade das teologias nas diferentes culturas e permitam analisá-las à luz dos diferentes momentos históricos e contextos em que se desenvolvem. Devem, ainda, garantir uma ampla formação científica e metodológica, por meio da flexibilidade curricular na área do conhecimento e interação com as áreas afins.</p>
<p>Por essa razão, o estudo das teologias, da área de Ciências Humanas conforme classificação CAPES/CNPq, não pode prescindir de conhecimentos das ciências humanas e sociais, da filosofia, da história, da antropologia, da sociologia, da psicologia e da biologia entre outras. Essas ciências permitem estudar o universo teológico respeitando o princípio da “exclusão da transcendência”, condição da abordagem científica, ou seja, não se trata de afirmar ou negar a veracidade das afirmações teológicas, mas, sim, estudar o modo como elas surgem, como se manifestam e como atuam nas diferentes dimensões da vida, das experiências e do conhecimento humano. O estudo da teologia deve, ainda, buscar diálogo com outras áreas científicas, possibilitando estudos interdisciplinares.</p>
<p>Salienta-se, outrossim, a importância do respeito à laicidade do Estado, a fim de evitar que os cursos tenham um caráter confessional, proselitista, fechados em uma única visão de mundo e de homem. Espera-se que os cursos de graduação em Teologia, bacharelado, formem teólogos críticos e reflexivos, capazes de compreender a dinâmica do fato religioso que perpassa a vida humana em suas várias dimensões.</p>
<p>Propõe-se que os currículos dos cursos de graduação em Teologia, bacharelado, desenvolvam-se a partir dos seguintes eixos:</p>
<p> </p>
<p>1. eixo filosófico – que contemple disciplinas que permitam avaliar as linhas de pensamento subjacentes às teologias, conhecer as suas bases epistemológicas e desenvolver o respeito à ética;</p>
<p>2. eixo metodológico – que garanta a apropriação de métodos e estratégias de produção do conhecimento científico na área das ciências humanas;</p>
<p>3. eixo histórico – que garanta a compreensão dos contextos culturais e históricos;</p>
<p>4. eixo sócio-político – que contemple análises sociológicas, econômicas e políticas e seus efeitos nas relações institucionais e internacionais;</p>
<p>5. eixo linguístico – que possibilite a leitura e a interpretação dos textos que compõem o saber específico de cada teologia e o domínio de procedimentos da hermenêutica;</p>
<p>6. eixo interdisciplinar – que estabeleça diálogo com áreas de interface, como a psicologia, a antropologia, o direito, a biologia e outras áreas científicas.</p>
<p> </p>
<p>Vale dizer que, no Brasil, existe cerca de uma centena de cursos de Teologia (em maio de 2009; em outubro de 2011, 134 cursos), já autorizados ou reconhecidos, presentes em vários Estados. Eles são oferecidos por instituições públicas e particulares, pertencentes a mantenedoras confessionais ou não e contemplam teologias subjacentes a diferentes confissões: adventista, batista, católica, espírita, evangélica, luterana, messiânica, metodista, umbandista, entre outras. Trata-se de cursos de graduação com duração entre 1.500 e 4.500 horas. Considerando que se trata de cursos de graduação, orienta-se que respeitem um mínimo de 2.400 horas.</p>
</div>
<p>Tendo em vista que o Parecer CES/CNE nº 118/2009 não foi homologado pelo ministro da Educação, não há obrigatoriedade para o cumprimento dessas diretrizes curriculares gerais. Podem, porém, ser adotadas livremente, com o objetivo de tornar os bacharelados em Teologia sintonizados com a modernidade e os novos tempos abertos ao ecumenismo.</p>
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<p><strong>O LEGADO DE STEVE JOBS </strong></p>
<p>Steve Jobs deixa um legado de importância incalculável, em todas as áreas do conhecimento humano. Tendo revolucionado as tecnologias da informação e da comunicação, a sua herança na área da gestão e do desenvolvimento profissional e pessoal são, também, de raro significado, nesse mar de mediocridade que permeia as grandes organizações empresariais. Extraí da revista <em>Veja</em> (Edição 2238, ano 44, nº 41, de 12 de outubro de 2011, ps. 98/104) alguns desses ensinos:</p>
<p> </p>
<p>* <strong>Faça aquilo de que você gosta</strong> – mesmo que no começo pareça que não vai dar certo: “Muitas vezes, as pessoas não sabem o que querem até que alguém lhes mostre” (Entrevista à <em>Business Weeck</em>, em 1998);</p>
<p>* <strong>Aprenda com os erros</strong> – e jamais pare de errar: “Se continuam correndo o risco de fracasso, eles ainda são artistas. Dylan e Picasso sempre corriam o risco de fracasso” (Em reportagem à revista <em>Fortune</em>, em 1998);</p>
<p>* <strong>Trabalhe com equipes pequenas</strong>: “É difícil imaginar que uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4.300 pessoas não pudessem competir com seis pessoas vestindo jeans” (Em 1985, depois de deixar a Apple, ao comentar os primeiros anos de embate com a IBM);</p>
<p>* <strong>Faça as perguntas certas</strong> – e pense diferente do que você pensa: “Você quer passar o resto da vida vendendo água com açúcar ou quer ter a chance de mudar o mundo?” (Em 1983, ao convidar John Sculley, então executivo-chefe da Pepsi, para trabalhar na Apple);</p>
<p>* <strong>Crie uma cultura corporativa</strong> – mesmo na administração doméstica: "A inovação não tem nada a ver com a quantidade de dólares que você investe em pesquisa e desenvolvimento. Quando a Apple lançou o Mac, a IBM estava gastando no mínimo cem vezes mais em P&D. Não é uma questão de dinheiro. É a equipe que você tem, como você lidera e quanto você entende da coisa” (Em entrevista à <em>Fortune</em>, em 1998);</p>
<p>* <strong>Simplifique</strong> – e diga não ao supérfluo: “À medida que aumenta a complexidade da tecnologia, também cresce a demanda pela força básica da Apple de tornar compreensível para meros mortais recursos tecnológicos muito complexos” (Em entrevista ao <em>New York Times</em>, em 2003);</p>
<p>* <strong>Guarde segredo e os alimente</strong>: “A jornada é a recompensa” (Aos criadores do Macintosh, em 1982);</p>
<p>* <strong>Ouças os outros</strong> – mas não tenha medo de tomar decisões sozinho: “Não fazemos pesquisa de mercado. Não contratamos consultores... Só queremos fazer produtos ótimos” (Em entrevista à <em>CNN</em>, em 2008);</p>
<p>* <strong>É sempre melhor pegar um caminho alternativo do que correr onde todos já estão</strong>: “Leonardo da Vinci era um grande artista e um grande cientista. Michelangelo conhecia a fundo o corte de pedras em pedreiras. Edwin Land, da Polaroid, um dia disse: ‘Quero que a Polaroid se situe na intersecção da arte e da ciência – nunca me esqueci disso” (À revista <em>Time</em>, em 1999);</p>
<p>* <strong>Um pouco de autossuficiência é bom</strong> – valorize sua própria marca: “Eu valia mais de 1 milhão de dólares quando tinha 23 anos, mais de 10 milhões quando tinha 24, mais de 100 milhões quando tinha 25, e isso não era importante, porque nunca fiz nada por dinheiro” (Em 1996, no documentário para a tv – <em>O Triunfo dos Nerds</em>).</p>
<p>Qualquer dúvida em relação aos temas aqui tratados, entre em contato com a <span style="color:#0000ff"><a href="mailto:celso@ilape.edu.br"><em>Coluna do Celso</em></a></span>.</p>
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