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Por: Celso Frauches

Educação Superior Comentada | Políticas, diretrizes, legislação e normas do ensino superior

Ano 2 • Nº 58 • 22 a 28 de maio de 2012

<p><strong>CPC &amp; IGC: UMA DUPLA INFERNAL</strong></p>

<p>Retorno ao assunto CPC &amp; IGC, essa dupla que inferniza boa parte das IES brasileiras, fruto do &ldquo;pacote de maldades do PT&rdquo; no Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, para dar publicidade a um <em>e-mail</em> de um dos quatro ou cinco leitores da <em>Coluna do Celso</em>.</p>

<p>O prof. Sergio Costa, diretor-presidente da <span style="color:#0000ff"><a href="http://www.unifal.edu.br" target="_blank">Uni&atilde;o das Faculdades de Alagoas</a></span>, mantenedora da Faculdade Figueiredo Costa, de Macei&oacute;, entende, como administrador e matem&aacute;tico, que a formula do CPC &eacute; punitiva e n&atilde;o avaliativa para as Faculdades de turno. Acompanhemos o racioc&iacute;nio dele:</p>

<div style="padding-left: 50px;">
<p><em>Vamos raciocinar comigo: se a formula do CPC &eacute; baseada na m&eacute;dia ponderada, com pesos etc., seria imposs&iacute;vel a nota 1 e a nota 5. O mais agravante &eacute; que numa sala de aula de formados em qualquer pa&iacute;s do mundo, o n&iacute;vel de excel&ecirc;ncia de capacidade e conhecimento &eacute; de 5% do total de alunos formandos, avaliados, alunos medianos atingem 20%. Ora 70% da nota do CPC, &eacute; a nota do aluno formando. O pior &eacute; que at&eacute; os que est&atilde;o reprovados no ultimo ano, s&atilde;o obrigados a fazer a prova.<br />
Concordo com o ENADE, acho que &eacute; necess&aacute;rio e concordo com as avalia&ccedil;&otilde;es externas, acho, mais ainda, que &eacute; um direito constitucional, sermos avaliados, por&eacute;m avaliados corretamente. A uni&atilde;o dos dois ENADE e a Avalia&ccedil;&atilde;o Externa seria um modelo melhor, ENADE com as provas de conhecimentos gerais e espec&iacute;ficos e A Externa com o NPR, CDO, CDI, CTA, NF, NO.<br />
A prova da fraqueza dessa formula &eacute; que mesmo que a nossa IES melhore em 100% das vari&aacute;veis NPD, NPM, NPR, NF e NO, at&eacute; o pr&oacute;ximo ENADE, com essa f&oacute;rmula, esses pesos e esses procedimentos, continuaremos com o CPC 2.<br />
O que h&aacute; de cientifico numa formula que divide os meus 10 mestres pelo n&uacute;mero de professores e da&iacute; o resultado equipara-se a escala de 0 a 10 para a escala de 0 a 5 e corre para uma tabela e determina uma nota, e diz que a qualidade dos meus professores mestres &eacute; 1,9, numa escala de 0 a 5 ou nota 3,8 numa escala de 0 a 10, nesse caso meus professores mestres est&atilde;o reprovados e s&atilde;o insuficientes. Isso eu n&atilde;o admito.<br />
E assim por diante.<br />
A Faculdade Figueiredo Costa tem tr&ecirc;s cursos e s&oacute; um foi para o ENADE.<br />
Observe que f&oacute;rmula rid&iacute;cula essa do CPC: CPC = (0,05 x NPD) + (0,30 x NPM) + (0,05 x NPR) + (0,15 X NF) + (0,05 x NO) + (0,20 x NIDD) + (0,10 x NI) + (0,10 x NC). A influ&ecirc;ncia do NPD (doutores) representa 20% da nota 5, enquanto que o NPM (mestres) representam 5%. Na nossa vis&atilde;o deve ser invertido, Doutores 5% e mestre 20%.</em></p>
</div>

<p>Agradecendo a contribui&ccedil;&atilde;o do prof. S&eacute;rgio Costa, fica aberto o di&aacute;logo para as an&aacute;lises, cr&iacute;ticas, reclama&ccedil;&otilde;es, sugest&otilde;es sobre o Enade e os indicadores dele decorrentes e marginais &agrave; Lei &ndash; IDD, CPC e IGC.</p>

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<p><strong>OS N&Uacute;MEROS DO ENSINO M&Eacute;DIO</strong><strong>&nbsp;</strong></p>

<p>O tradicional <em>Estad&atilde;o</em>, o jornal O Estado de S. Paulo, publicou no &uacute;ltimo dia 18, mat&eacute;ria revelando os n&uacute;meros do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o com refer&ecirc;ncia ao ensino m&eacute;dio. Vale a transcri&ccedil;&atilde;o, que vem corroborar a convic&ccedil;&atilde;o de que a educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; prioridade de nenhum governo ou governante. E pior, da grande maioria da popula&ccedil;&atilde;o e de seus representantes em todos os poderes da Rep&uacute;blica.</p>

<div style="padding-left: 50px;">
<p><em>Os &uacute;ltimos n&uacute;meros do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o (MEC) revelam que, em 2011, o &iacute;ndice de reprova&ccedil;&atilde;o na rede p&uacute;blica e privada de ensino m&eacute;dio foi de 13,1% - o maior dos &uacute;ltimos 13 anos. Em 2010, foi de 12,5%. Os alunos reprovados n&atilde;o conseguem ler, escrever e calcular com o m&iacute;nimo de aptid&atilde;o, tendo ingressado no ensino m&eacute;dio com n&iacute;vel de conhecimento equivalente ao da 5.&ordf; s&eacute;rie do ensino fundamental. </em><em>&nbsp;</em></p>

<p><em>O Estado com o maior &iacute;ndice de reprovados foi o Rio Grande do Sul - 20,7% dos alunos. Em segundo lugar aparecem, empatados, Rio de Janeiro e Distrito Federal, com &iacute;ndice de 18,%, seguidos pelo Esp&iacute;rito Santo (18,4%) e Mato Grosso (18,2%). A rede municipal de ensino m&eacute;dio na regi&atilde;o urbana de Bel&eacute;m, no Estado do Par&aacute;, foi a que apresentou o maior &iacute;ndice de reprova&ccedil;&atilde;o do Pa&iacute;s (62,5%), seguida pela rede federal na zona rural de Mato Grosso do Sul (40,3%). No Estado de S&atilde;o Paulo, o &iacute;ndice pulou de 11% para 15,4%, entre 2010 e 2011.</em><em>&nbsp;</em></p>

<p><em>Os Estados com os menores &iacute;ndices de reprova&ccedil;&atilde;o foram Amazonas (6%), Cear&aacute; (6,7%), Santa Catarina (7,5%), Para&iacute;ba (7,7%) e Rio Grande do Norte (8%). Os indicadores tamb&eacute;m mostram que 9,6% dos estudantes da rede p&uacute;blica e privada de ensino m&eacute;dio abandonaram a escola - em 2010, a taxa foi de 10,3%; em 2009, ela foi de 11,5%; e em 2008, de 12,8%. </em><em>&nbsp;</em></p>

<p><em>J&aacute; na rede p&uacute;blica e privada de ensino fundamental, o movimento foi inverso ao do ensino m&eacute;dio. Entre 2010 e 2011, a taxa m&eacute;dia de reprova&ccedil;&atilde;o caiu de 10,3% para 9,6% e o &iacute;ndice de abandono diminuiu de 3,1% para 2,8%, no per&iacute;odo. Os Estados com os maiores &iacute;ndices de repet&ecirc;ncia foram Sergipe (19,5%), Bahia (18,5%), Alagoas (15,2%), Rio Grande do Norte (14,9%) e Rond&ocirc;nia (14,2%). Se forem consideradas apenas as escolas p&uacute;blicas, as redes de ensino fundamental da Bahia e Sergipe foram as que registraram os mais altos &iacute;ndices de reprova&ccedil;&atilde;o do Pa&iacute;s - 26,6% e 22,5%, respectivamente. Os Estados com as menores taxas foram Mato Grosso (3,6%), Santa Catarina (4,4%), S&atilde;o Paulo (4,9%), Minas Gerais (7,3%) e Goi&aacute;s (7,6%).</em><em>&nbsp;</em></p>

<p><em>Esses n&uacute;meros, que atestam o fracasso da pol&iacute;tica educacional dos governos Lula e Dilma, foram divulgados na &uacute;ltima segunda-feira, pelo site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An&iacute;sio Teixeira (Inep), vinculado ao MEC. Como n&atilde;o havia nada para comemorar ou para ser explorado politicamente pelo governo na campanha eleitoral deste ano, a divulga&ccedil;&atilde;o foi feita de maneira muito discreta - evidentemente, para n&atilde;o prejudicar a imagem do ex-ministro Fernando Haddad, candidato &agrave; Prefeitura de S&atilde;o Paulo. </em><em>&nbsp;</em></p>

<p><em>Ao depor na C&acirc;mara dos Deputados, em 2007, Haddad afirmou que o ensino m&eacute;dio vivia uma &quot;crise aguda&quot; e reconheceu que as pol&iacute;ticas at&eacute; ent&atilde;o adotadas pelo governo federal para estimular os governos estaduais a modernizarem o ensino m&eacute;dio n&atilde;o vinham surtindo efeito. Em 2008, quando integrou um grupo interministerial com o ent&atilde;o secret&aacute;rio de Assuntos Estrat&eacute;gicos, Roberto Mangabeira Unger, ele pediu ao CNE novas diretrizes curriculares para tentar melhorar a qualidade do ensino m&eacute;dio - o mais problem&aacute;tico de todos os ciclos de ensino. </em><em>&nbsp;</em></p>

<p><em>Homologadas no final de mar&ccedil;o por seu sucessor, essas diretrizes sugerem a ado&ccedil;&atilde;o de &quot;procedimentos que guardem maior rela&ccedil;&atilde;o com o projeto de vida dos estudantes&quot;. A ideia &eacute; tornar o ensino m&eacute;dio mais atraente, valorizando a correla&ccedil;&atilde;o entre trabalho, ci&ecirc;ncia, tecnologia e cultura. Quando as diretrizes foram anunciadas, em meio a mais uma pol&ecirc;mica sobre o desvirtuamento do Exame Nacional do Ensino M&eacute;dio, por causa das mudan&ccedil;as introduzidas por Haddad nesse mecanismo de avalia&ccedil;&atilde;o, v&aacute;rios pedagogos afirmaram que elas n&atilde;o eliminar&atilde;o os gargalos do ensino m&eacute;dio. Para esses pedagogos, as novas diretrizes s&atilde;o mais ret&oacute;ricas do que pr&aacute;ticas e estimulam a oferta de um grande n&uacute;mero de disciplinas. </em><em>&nbsp;</em></p>

<p><em>As taxas de reprova&ccedil;&atilde;o e abandono no ensino m&eacute;dio divulgadas pelo Inep s&atilde;o mais um sinal de alerta sobre a m&aacute; qualidade da educa&ccedil;&atilde;o brasileira. E pelas pol&iacute;ticas adotadas at&eacute; agora, dificilmente esse quadro mudar&aacute; t&atilde;o cedo.</em></p>
</div>

<p>Sem coment&aacute;rios.</p>

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<p><strong>DIPLOMA EXPEDIDO AP&Oacute;S A MUDAN&Ccedil;A DE DENOMINA&Ccedil;&Atilde;O DA IES</strong></p>

<p>Recebo consulta sobre a seguinte quest&atilde;o: um aluno colou grau em uma faculdade, em 20 de dezembro de 2001, mas n&atilde;o requereu o seu diploma. Em maio de 2012, esse formando retornou &agrave; secretaria da mesma faculdade para requerer o seu diploma. Problema: a faculdade mudou de denomina&ccedil;&atilde;o. Pergunta: o diploma tem data de agora, com a nova denomina&ccedil;&atilde;o da faculdade, ou a data da cola&ccedil;&atilde;o de grau, com a denomina&ccedil;&atilde;o n&atilde;o mais em vigor?</p>

<p>Embora o bom senso aponte para que o diploma seja expedido com a data de agora e pela faculdade cuja denomina&ccedil;&atilde;o esteja em vigor, recorri ao Dr. Gustavo Monteiro Fagundes, arguto consultor jur&iacute;dico da ABMES e do Ilape. Eis a sua resposta concisa e cristalina:</p>

<div style="padding-left: 50px;">
<p><em>N&atilde;o h&aacute; norma espec&iacute;fica sobre o tema. Mas &eacute; evidente que, depois de publicada a portaria de altera&ccedil;&atilde;o de denomina&ccedil;&atilde;o da faculdade, todos os atos praticados a partir de ent&atilde;o dever&atilde;o fazer men&ccedil;&atilde;o &agrave; nova denomina&ccedil;&atilde;o, inclusive por for&ccedil;a do princ&iacute;pio jur&iacute;dico do tempus <strong>regit actum</strong>, segundo o qual o ato &eacute; regido pela norma vigente na data em que for praticado. Ora, se a expedi&ccedil;&atilde;o do diploma foi solicitada depois de alterada a denomina&ccedil;&atilde;o, invi&aacute;vel a expedi&ccedil;&atilde;o de documento acad&ecirc;mico com o nome anterior.</em></p>
</div>

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<p><strong>FRASE DA SEMANA</strong></p>

<p><em>Enquanto a emenda </em>(constitucional) <em>contra o trabalho escravo tramitou dez anos e meio at&eacute; a sua aprova&ccedil;&atilde;o, o projeto que garante a candidatura de quem teve contas de campanha anterior reprovadas foi votado em 13 dias </em>(Deputado federal Chico Alencar, do PSOL-RJ).</p>

<p>E o projeto de lei que aprova o PNE 2011/2020? &Eacute; muito mais f&aacute;cil aprovar um projeto de lei do que uma emenda constitucional, mas &ldquo;ficha suja&rdquo; &eacute; mais importante do que o PNE, do que a educa&ccedil;&atilde;o brasileira. Como diria o Boris Casoy: &ldquo;Isto &eacute; uma vergonha!&rdquo;.</p>

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<p><strong>MENSAGEM DA SEMANA</strong></p>

<p><em>Se voc&ecirc; realmente sonha em empreender, a sua idade n&atilde;o importa. O que importa &eacute; ser extremamente apaixonado por solucionar problemas e melhorar as vidas das pessoas, e estar disposto a trabalhar arduamente para fazer as coisas acontecerem.</em></p>

<p>Bel Pesce, autora do livro <em>A Menina do Vale</em>, dispon&iacute;vel em <span style="color:#0000ff"><a href="http://www.ameninadovale.com" target="_blank">www.ameninadovale.com</a></span>.</p>

<p>?</p>

<p>Qualquer d&uacute;vida em rela&ccedil;&atilde;o aos temas aqui tratados, entre em contato com a <span style="color:#0000ff"><span style="color:#0000ff"><a href="mailto:celso@ilape.edu.br" target="_blank"><em>Coluna do Celso</em></a></span></span>.</p>

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