Por: Gustavo Fagundes
Educação Superior Comentada | Políticas, diretrizes, legislação e normas do ensino superior

Ano 1 • Nº 16 • De 18 a 24 de junho de 2013 A coluna desta semana trata do ENADE como parte integrante do processo avaliativo das IES e de seus cursos superiores
<p><strong>O ENADE </strong><strong>COMO PARTE INTEGRANTE DO PROCESSO AVALIATIVO DAS IES E DE SEUS CURSOS SUPERIORES</strong></p>
<p>Esta semana, a escolha do tema para nossa coluna foi especialmente árdua, pois as manifestações que se espalham por todo o País dominam as pautas de todos os meios de comunicação.</p>
<p>Não falar no assunto pode ser interpretado, por alguns, como alienação, por deixar de lado um tema de relevância impar.</p>
<p>Falar no assunto, por outro lado, pode ser interpretado, por outros, como oportunismo, por aparentar ser uma forma de “pegar carona” no tema do momento.</p>
<p>Atormentado por essas reflexões, cheguei a cogitar aderir ao protesto, contribuindo para a onda de manifestação de uma forma simples, deixando de escrever a coluna desta semana, mas percebi que meus cinco ou seis leitores habituais poderiam sentir falta desse espaço de debate dos temas ligados à educação superior, de modo que deixei de lado a opção pelo protesto, pelo menos, dessa maneira.</p>
<p>Decidi, então, apostando na paciência de todos, voltar ao tema do ENADE, pois as consequências deste exame são cada vez mais importantes para a vida das instituições e o normal funcionamento de seus cursos.</p>
<p>Optei por relembrar os resultados do Seminário promovido há quase um ano pela ABMES, no qual foram justamente apresentadas estratégias e sugestões que pudessem auxiliar as instituições na condução do processo de realização do ENADE.</p>
<p>Naquela ocasião, a ABMES encaminhou uma série de orientações a seus associados, objetivando auxiliar as instituições na obtenção de um bom desempenho acadêmico no ENADE, em virtude da importância do exame e dos indicadores dele decorrentes, o Conceito Preliminar de Curso (CPC) e o Índice Geral de Cursos Avaliados (IGC).</p>
<p> O primeiro aspecto a ser lembrado é a necessidade de correto preenchimento das informações apresentadas no âmbito do Censo da Educação Superior, haja vista a utilização desses dados na fórmula de cálculo dos indicadores acima mencionados (CPC e IGC).</p>
<p>Assim, ganha relevância a figura do Procurador Institucional, que deve ser um profissional devidamente qualificado e efetivamente comprometido com suas atribuições, uma vez que as informações lançadas no Censo influenciam diretamente no resultado final do processo avaliativo da instituição e de seus cursos, sobretudo no que diz respeito ao cálculo dos indicadores derivados do ENADE (CPC e IGC).</p>
<p>As instituições de ensino, por seu turno, devem estar muito atentas para o trabalho de aprimoramento de seu desempenho acadêmico, tratando com seriedade e competência a questão do ENADE e seus reflexos no processo avaliativo, porquanto seu resultado é componente primordial para o cálculo do Conceito Preliminar de Curso – CPC, indicador este que, atualmente, serve como principal balizador no processo de avaliação de cursos.</p>
<p>Além disso, o CPC de cada um dos cursos da instituição em cada edição do ENADE servirá para a obtenção do Índice Geral de Cursos Avaliados – IGC, indicador determinante no processo de avaliação das instituições de ensino superior.</p>
<p>Evidentemente, a qualidade do processo de aprendizagem deve, sempre, ser o foco principal na condução das atividades de qualquer instituição de ensino superior, que devem sempre buscar o efetivo aumento da taxa de aprendizagem de seus alunos.</p>
<p>Evidentemente, as instituições precisam manter permanentemente o foco na qualidade do ensino, mas também buscando adotar processos de aprendizagem compatíveis com as propostas metodológicas adotadas na sistemática de realização das provas do ENADE, habituando seus estudantes com o modelo pedagógico de apresentação das questões do referido exame.</p>
<p>Objetivando a melhoria da atividade educacional das instituições de ensino superior, com especial atenção para a questão do ENADE, a ABMES elaborou uma série de orientações destinadas a auxiliar a obtenção de resultados positivos no processo avaliativo capitaneado pela realização do ENADE.</p>
<p>Com a realização da edição 2013 do ENADE, entendo relevante reapresentar essas sugestões, alertando para a necessidade imperiosa de as instituições enxergarem o ENADE como parte integrante e indissociável do processo avaliativo institucional e dos cursos superiores, deixando de ver o exame como um mero evento trienal.</p>
<p>Assim, peço licença para, mesmo correndo o risco de soar repetitivo, relembrar as orientações que a ABMES encaminhou a seus associados como corolário do relevante seminário realizado em julho de 2012:</p>
<p> </p>
<div style="padding-left: 50px;">
<p>*Exercer com seriedade a avaliação interna com o objetivo de obter um diagnóstico efetivo de como estão sendo desenvolvidas as atividades da IES, suas forças e suas fraquezas, de modo a possibilitar a mensuração das condições em que são realizadas suas atividades educacionais, através da visão de sua comunidade acadêmica;</p>
<p>*Trabalhar na sensibilização de toda a comunidade acadêmica – gestores, professores e o corpo técnico-administrativo – voltada para a cultura do ENADE como uma oportunidade efetiva de desenvolvimento na formação acadêmica e profissional;</p>
<p>*Trabalhar a sensibilização e a motivação de todos os alunos (do ingressante ao concluinte), independentemente de turmas e de cursos, de modo que o ENADE não seja equivocadamente tratado como um evento trienal, mas sim como parte efetiva e fundamental de todo o processo avaliativo da IES e de seus cursos;</p>
<p>*Desenvolver mecanismos de familiarização do aluno no modelo metodológico em que o exame é aplicado, trabalhando o tempo de realização da prova e o conteúdo das avaliações.</p>
<p>*Criar o procedimento de realização de provas de elaboração colegiada, com o objetivo de verificar a efetiva oferta dos conteúdos programáticos, em atendimento às diretrizes curriculares de cada curso, além de habituar o aluno a realizar uma avaliação preparada por terceiros senão apenas a do professor da disciplina já que o principal medidor de aprendizagem é a avaliação.</p>
<p>*Tratar cada curso com o profissionalismo que o processo educacional exige. O coordenador precisa ficar atento e ter o controle de como estão sendo desenvolvidas as atividades de cada curso pelos docentes, bem como deve medir efetivamente o resultado das avaliações dos alunos sob sua coordenação;</p>
<p>*Trabalhar a distribuição da carga horária de forma inteligente, atentando para os conteúdos de formação geral e específica que integram o escopo do ENADE;</p>
<p>*Ter projetos pedagógicos cujas matrizes curriculares atendam precipuamente o cumprimento das diretrizes curriculares nacionais;</p>
<p>*Aferir sempre o nível dos alunos com relação à formação geral, realidade brasileira e mundial;</p>
<p>*Aplicar efetivamente o PDI e o PPC, utilizando esses documentos essenciais para o crescimento institucional e para o aprimoramento dos cursos superiores.</p>
</div>
<p>É fundamental concluir registrando que essas orientações não esgotam o compromisso das instituições e sua responsabilidade com o ENADE e com todo o processo de aprendizagem, pois devem ainda ser sempre considerados, por exemplo, os aspectos ligados às características regionais e às particularidades de cada Instituição.</p>
<p>Espero que essas orientações sejam efetivamente compreendidas e adotadas pelas instituições efetivamente comprometidas com a qualidade de sua atividade educacional, bem como devidamente incorporadas ao seu trabalho de avaliação e gestão estratégica.</p>
<p>?</p>
<p>Qualquer crítica, dúvida ou correções, por favor, entre em contato com a <span style="color:#0000ff"> <a href="mailto:gustavo@ilape.edu.br" target="_blank">Coluna Educação Superior Comentada, por Gustavo Fagundes</a></span>, que também está à disposição para sugestão de temas a serem tratados nas próximas edições.</p>
<p>Esta semana, a escolha do tema para nossa coluna foi especialmente árdua, pois as manifestações que se espalham por todo o País dominam as pautas de todos os meios de comunicação.</p>
<p>Não falar no assunto pode ser interpretado, por alguns, como alienação, por deixar de lado um tema de relevância impar.</p>
<p>Falar no assunto, por outro lado, pode ser interpretado, por outros, como oportunismo, por aparentar ser uma forma de “pegar carona” no tema do momento.</p>
<p>Atormentado por essas reflexões, cheguei a cogitar aderir ao protesto, contribuindo para a onda de manifestação de uma forma simples, deixando de escrever a coluna desta semana, mas percebi que meus cinco ou seis leitores habituais poderiam sentir falta desse espaço de debate dos temas ligados à educação superior, de modo que deixei de lado a opção pelo protesto, pelo menos, dessa maneira.</p>
<p>Decidi, então, apostando na paciência de todos, voltar ao tema do ENADE, pois as consequências deste exame são cada vez mais importantes para a vida das instituições e o normal funcionamento de seus cursos.</p>
<p>Optei por relembrar os resultados do Seminário promovido há quase um ano pela ABMES, no qual foram justamente apresentadas estratégias e sugestões que pudessem auxiliar as instituições na condução do processo de realização do ENADE.</p>
<p>Naquela ocasião, a ABMES encaminhou uma série de orientações a seus associados, objetivando auxiliar as instituições na obtenção de um bom desempenho acadêmico no ENADE, em virtude da importância do exame e dos indicadores dele decorrentes, o Conceito Preliminar de Curso (CPC) e o Índice Geral de Cursos Avaliados (IGC).</p>
<p> O primeiro aspecto a ser lembrado é a necessidade de correto preenchimento das informações apresentadas no âmbito do Censo da Educação Superior, haja vista a utilização desses dados na fórmula de cálculo dos indicadores acima mencionados (CPC e IGC).</p>
<p>Assim, ganha relevância a figura do Procurador Institucional, que deve ser um profissional devidamente qualificado e efetivamente comprometido com suas atribuições, uma vez que as informações lançadas no Censo influenciam diretamente no resultado final do processo avaliativo da instituição e de seus cursos, sobretudo no que diz respeito ao cálculo dos indicadores derivados do ENADE (CPC e IGC).</p>
<p>As instituições de ensino, por seu turno, devem estar muito atentas para o trabalho de aprimoramento de seu desempenho acadêmico, tratando com seriedade e competência a questão do ENADE e seus reflexos no processo avaliativo, porquanto seu resultado é componente primordial para o cálculo do Conceito Preliminar de Curso – CPC, indicador este que, atualmente, serve como principal balizador no processo de avaliação de cursos.</p>
<p>Além disso, o CPC de cada um dos cursos da instituição em cada edição do ENADE servirá para a obtenção do Índice Geral de Cursos Avaliados – IGC, indicador determinante no processo de avaliação das instituições de ensino superior.</p>
<p>Evidentemente, a qualidade do processo de aprendizagem deve, sempre, ser o foco principal na condução das atividades de qualquer instituição de ensino superior, que devem sempre buscar o efetivo aumento da taxa de aprendizagem de seus alunos.</p>
<p>Evidentemente, as instituições precisam manter permanentemente o foco na qualidade do ensino, mas também buscando adotar processos de aprendizagem compatíveis com as propostas metodológicas adotadas na sistemática de realização das provas do ENADE, habituando seus estudantes com o modelo pedagógico de apresentação das questões do referido exame.</p>
<p>Objetivando a melhoria da atividade educacional das instituições de ensino superior, com especial atenção para a questão do ENADE, a ABMES elaborou uma série de orientações destinadas a auxiliar a obtenção de resultados positivos no processo avaliativo capitaneado pela realização do ENADE.</p>
<p>Com a realização da edição 2013 do ENADE, entendo relevante reapresentar essas sugestões, alertando para a necessidade imperiosa de as instituições enxergarem o ENADE como parte integrante e indissociável do processo avaliativo institucional e dos cursos superiores, deixando de ver o exame como um mero evento trienal.</p>
<p>Assim, peço licença para, mesmo correndo o risco de soar repetitivo, relembrar as orientações que a ABMES encaminhou a seus associados como corolário do relevante seminário realizado em julho de 2012:</p>
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<div style="padding-left: 50px;">
<p>*Exercer com seriedade a avaliação interna com o objetivo de obter um diagnóstico efetivo de como estão sendo desenvolvidas as atividades da IES, suas forças e suas fraquezas, de modo a possibilitar a mensuração das condições em que são realizadas suas atividades educacionais, através da visão de sua comunidade acadêmica;</p>
<p>*Trabalhar na sensibilização de toda a comunidade acadêmica – gestores, professores e o corpo técnico-administrativo – voltada para a cultura do ENADE como uma oportunidade efetiva de desenvolvimento na formação acadêmica e profissional;</p>
<p>*Trabalhar a sensibilização e a motivação de todos os alunos (do ingressante ao concluinte), independentemente de turmas e de cursos, de modo que o ENADE não seja equivocadamente tratado como um evento trienal, mas sim como parte efetiva e fundamental de todo o processo avaliativo da IES e de seus cursos;</p>
<p>*Desenvolver mecanismos de familiarização do aluno no modelo metodológico em que o exame é aplicado, trabalhando o tempo de realização da prova e o conteúdo das avaliações.</p>
<p>*Criar o procedimento de realização de provas de elaboração colegiada, com o objetivo de verificar a efetiva oferta dos conteúdos programáticos, em atendimento às diretrizes curriculares de cada curso, além de habituar o aluno a realizar uma avaliação preparada por terceiros senão apenas a do professor da disciplina já que o principal medidor de aprendizagem é a avaliação.</p>
<p>*Tratar cada curso com o profissionalismo que o processo educacional exige. O coordenador precisa ficar atento e ter o controle de como estão sendo desenvolvidas as atividades de cada curso pelos docentes, bem como deve medir efetivamente o resultado das avaliações dos alunos sob sua coordenação;</p>
<p>*Trabalhar a distribuição da carga horária de forma inteligente, atentando para os conteúdos de formação geral e específica que integram o escopo do ENADE;</p>
<p>*Ter projetos pedagógicos cujas matrizes curriculares atendam precipuamente o cumprimento das diretrizes curriculares nacionais;</p>
<p>*Aferir sempre o nível dos alunos com relação à formação geral, realidade brasileira e mundial;</p>
<p>*Aplicar efetivamente o PDI e o PPC, utilizando esses documentos essenciais para o crescimento institucional e para o aprimoramento dos cursos superiores.</p>
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<p>É fundamental concluir registrando que essas orientações não esgotam o compromisso das instituições e sua responsabilidade com o ENADE e com todo o processo de aprendizagem, pois devem ainda ser sempre considerados, por exemplo, os aspectos ligados às características regionais e às particularidades de cada Instituição.</p>
<p>Espero que essas orientações sejam efetivamente compreendidas e adotadas pelas instituições efetivamente comprometidas com a qualidade de sua atividade educacional, bem como devidamente incorporadas ao seu trabalho de avaliação e gestão estratégica.</p>
<p>?</p>
<p>Qualquer crítica, dúvida ou correções, por favor, entre em contato com a <span style="color:#0000ff"> <a href="mailto:gustavo@ilape.edu.br" target="_blank">Coluna Educação Superior Comentada, por Gustavo Fagundes</a></span>, que também está à disposição para sugestão de temas a serem tratados nas próximas edições.</p>
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