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Por: ABMES

Inovação Social: O Poder da Ciência e Tecnologia

<p style="text-align: justify;">Por Carmen Tavares*</p>

<p style="text-align: justify;">A ci&ecirc;ncia e a tecnologia s&atilde;o os pilares que impulsionam a evolu&ccedil;&atilde;o social e econ&ocirc;mica nas sociedades modernas. Em pa&iacute;ses em desenvolvimento, onde o potencial transformador do conhecimento cient&iacute;fico &eacute; imenso, ainda existem barreiras significativas que limitam seu impacto real na sociedade. Empresas globais, como a Bayer e a Pfizer, j&aacute; descobertas como a pesquisa cient&iacute;fica podem transformar realidades quando bem integradas &agrave;s necessidades sociais. Da mesma forma, universidades inovadoras, como a Universidade de S&atilde;o Paulo (USP) no Brasil e o Massachusetts Institute of Technology (MIT) nos EUA, t&ecirc;m trabalhos para tornar o conhecimento cient&iacute;fico mais acess&iacute;vel e aplic&aacute;vel, garantindo benef&iacute;cios concretos em suas comunidades e al&eacute;m.</p>

<p style="text-align: justify;">Um desafio cr&iacute;tico na apropria&ccedil;&atilde;o social do conhecimento cient&iacute;fico &eacute; a desconex&atilde;o entre ci&ecirc;ncia e sociedade. Muitos percebem a ci&ecirc;ncia como um conjunto de informa&ccedil;&otilde;es abstratas, dif&iacute;ceis de relacionar ao dia a dia. Quando se discutem temas essenciais, como mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e transi&ccedil;&atilde;o para energias renov&aacute;veis, uma linguagem t&eacute;cnica acess&iacute;vel pode dificultar a compreens&atilde;o e reduzir o interesse do p&uacute;blico. Empresas de tecnologia como a Tesla e a Google exemplificam o contr&aacute;rio: elas envolvem as pessoas em seus avan&ccedil;os, explicando como suas inova&ccedil;&otilde;es impactam o cotidiano, da sustentabilidade &agrave; mobilidade urbana. Essa abordagem de comunica&ccedil;&atilde;o contextualizada gera um entendimento mais claro, que poderia ser adotado tamb&eacute;m no meio acad&ecirc;mico e cient&iacute;fico para um engajamento social mais profundo.</p>

<p style="text-align: justify;">A educa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica &eacute; o alicerce para promover uma sociedade cr&iacute;tica e informada, mas, em muitos pa&iacute;ses, o ensino ainda privilegia a memoriza&ccedil;&atilde;o de conceitos t&eacute;cnicos em detrimento de uma abordagem que conecta a ci&ecirc;ncia &agrave;s quest&otilde;es &eacute;ticas e sociais. Imagine um curr&iacute;culo que aborde as implica&ccedil;&otilde;es ambientais e sociais das novas tecnologias, como o uso de intelig&ecirc;ncia artificial, promovendo uma an&aacute;lise cr&iacute;tica desde o ensino fundamental. Universidades como Stanford e Harvard j&aacute; implementam curr&iacute;culos que estimulam o pensamento cr&iacute;tico, formando estudantes n&atilde;o apenas para compreender a ci&ecirc;ncia, mas para aplic&aacute;-la em benef&iacute;cio da sociedade.</p>

<p style="text-align: justify;">A supera&ccedil;&atilde;o dessas barreiras passa por uma reforma na educa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica que integra o contexto social e &eacute;tico ao conhecimento t&eacute;cnico. Para isso, os educadores devem estar preparados para conectar a ci&ecirc;ncia &agrave;s quest&otilde;es reais, desde os desafios ambientais at&eacute; a inclus&atilde;o digital. Iniciativas como a Universidade de Oxford, que oferece programas de capacita&ccedil;&atilde;o em comunica&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica para docentes, s&atilde;o essenciais para tornar o conhecimento mais acess&iacute;vel e engajador.</p>

<p style="text-align: justify;">Outro fator decisivo &eacute; a participa&ccedil;&atilde;o social nas decis&otilde;es cient&iacute;ficas. Espa&ccedil;os de di&aacute;logo e escuta ativa, como os promovidos por institui&ccedil;&otilde;es governamentais e ONGs em pa&iacute;ses como a Dinamarca e a Holanda, possibilitam que uma sociedade se sinta parte das decis&otilde;es que impactam seu futuro. Nos Estados Unidos, o programa &ldquo;Ci&ecirc;ncia Cidad&atilde;&rdquo; incentiva as comunidades a contribuir diretamente em projetos cient&iacute;ficos, fortalecendo o v&iacute;nculo entre ci&ecirc;ncia e sociedade. Nos pa&iacute;ses em desenvolvimento, esse modelo de di&aacute;logo pode ser adaptado para discutir temas locais urgentes, como o impacto de projetos de infraestrutura no meio ambiente e na sa&uacute;de p&uacute;blica.</p>

<p style="text-align: justify;">A apropria&ccedil;&atilde;o social do conhecimento cient&iacute;fico demanda uma colabora&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica entre educa&ccedil;&atilde;o, comunica&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o ativa da sociedade. Universidades e empresas com vis&atilde;o de futuro t&ecirc;m um papel essencial nesse cen&aacute;rio: ao criar uma cultura cient&iacute;fica acess&iacute;vel e inclusiva, elas pequenas para que o conhecimento cient&iacute;fico seja uma ferramenta de desenvolvimento sustent&aacute;vel e equitativo. Quando a sociedade e a ci&ecirc;ncia caminham lado a lado, a inova&ccedil;&atilde;o se torna o motor da transforma&ccedil;&atilde;o social, capaz de elevar as condi&ccedil;&otilde;es de vida e promover um futuro mais justo para todos.</p>

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*Maria Carmen Tavares Christ&oacute;v&atilde;o &eacute; Mestre em Gest&atilde;o da Inova&ccedil;&atilde;o com &aacute;rea de pesquisa em Inova&ccedil;&atilde;o Educacional. Diretora da Pro Innovare Consultoria de Inova&ccedil;&atilde;o atuou como Reitora, Pr&oacute; Reitora e Diretora de Institui&ccedil;&otilde;es de Ensino de diversos portes e regi&otilde;es no Brasil.&nbsp; <a href="https://proinnovare.com.br/sobre" target="_blank">www.proinnovare.com.br&nbsp;</a>&nbsp;</p>

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