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Por: Carmen Tavares

O DNA da inovação é liderança

<p style="text-align: right;"><em>*Por: Carmen Tavares</em></p>

<p style="text-align: justify;">A inova&ccedil;&atilde;o raramente nasce da tecnologia ou de processos sofisticados. Seu ponto de partida &eacute; a maneira como a lideran&ccedil;a age. Organiza&ccedil;&otilde;es que mant&ecirc;m modelos de decis&atilde;o ultrapassados, refor&ccedil;am silos funcionais e punem riscos transmitem uma mensagem inequ&iacute;voca: n&atilde;o h&aacute; espa&ccedil;o para o novo. Esse comportamento engessa a cultura, e sem mudan&ccedil;a cultural, qualquer discurso sobre inova&ccedil;&atilde;o perde credibilidade.<br />
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Pesquisas recentes confirmam esse cen&aacute;rio. A McKinsey mostrou que falhas culturais s&atilde;o o maior obst&aacute;culo &agrave; transforma&ccedil;&atilde;o digital, especialmente em empresas fragmentadas e avessas ao erro. A Deloitte destacou em seu Global Human Capital Trends que l&iacute;deres t&ecirc;m papel central em moldar a cultura e gerar pertencimento, condi&ccedil;&atilde;o indispens&aacute;vel para inova&ccedil;&atilde;o duradoura. Em outras palavras: a lideran&ccedil;a &eacute; a vari&aacute;vel cr&iacute;tica que decide se a inova&ccedil;&atilde;o ser&aacute; discurso ou pr&aacute;tica.<br />
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O elemento que sustenta esse processo &eacute; o car&aacute;ter do l&iacute;der. Integridade, coragem e empatia formam a base da confian&ccedil;a, sem a qual n&atilde;o existe ambiente para experimenta&ccedil;&atilde;o. Amy Edmondson, de Harvard, demonstrou em suas pesquisas que equipes que se sentem seguras para desafiar ideias estabelecidas aprendem mais e inovam mais. Isso significa que a seguran&ccedil;a psicol&oacute;gica &mdash; fruto direto da postura da lideran&ccedil;a &mdash; &eacute; condi&ccedil;&atilde;o indispens&aacute;vel para liberar a criatividade das equipes.<br />
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O mercado americano tamb&eacute;m aponta para a import&acirc;ncia da lideran&ccedil;a ambidestra, aquela que equilibra explora&ccedil;&atilde;o de novas ideias e execu&ccedil;&atilde;o disciplinada. Estudos recentes mostram que esse equil&iacute;brio transforma iniciativas criativas em resultados consistentes. Ao mesmo tempo, a lideran&ccedil;a transformacional &mdash; que inspira prop&oacute;sito, autonomia e vis&atilde;o &mdash; amplia a capacidade de adapta&ccedil;&atilde;o das organiza&ccedil;&otilde;es e fortalece sua performance em ambientes altamente competitivos.<br />
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A cultura organizacional, nesse contexto, funciona como motor invis&iacute;vel. Empresas inovadoras n&atilde;o tratam o tema como slogan, mas como prioridade estrat&eacute;gica. Criam sistemas de incentivos que valorizam diversidade de pensamento, reconhecem talentos e encorajam aprendizado mesmo diante de erros. Isso transforma inova&ccedil;&atilde;o em rotina operacional e n&atilde;o em evento extraordin&aacute;rio.<br />
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Nos Estados Unidos, empresas de ponta caminham tamb&eacute;m para modelos de lideran&ccedil;a distribu&iacute;da, nos quais diferentes indiv&iacute;duos assumem protagonismo conforme o contexto. A diversidade de perfis &mdash; em idade, experi&ecirc;ncia e forma&ccedil;&atilde;o &mdash; potencializa descobertas e acelera solu&ccedil;&otilde;es disruptivas. Estruturas menos hier&aacute;rquicas, que operam como ecossistemas, s&atilde;o as que mais favorecem inova&ccedil;&atilde;o de longo prazo.<br />
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Nesse cen&aacute;rio, a intelig&ecirc;ncia artificial se tornou inevit&aacute;vel, mas n&atilde;o suficiente. Sem lideran&ccedil;a ativa, capaz de engajar equipes e transformar riscos em aprendizado, a IA &eacute; apenas uma ferramenta. CEOs que assumem protagonismo na transforma&ccedil;&atilde;o digital, e n&atilde;o a delegam apenas &agrave;s &aacute;reas t&eacute;cnicas, t&ecirc;m colhido resultados mais consistentes, como destacam estudos recentes publicados pelo The Times e pela TechRadar.<br />
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A equa&ccedil;&atilde;o, portanto, permanece irrefut&aacute;vel: sem lideran&ccedil;a, n&atilde;o h&aacute; cultura. Sem cultura, n&atilde;o h&aacute; inova&ccedil;&atilde;o. E sem inova&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o h&aacute; futuro sustent&aacute;vel.&nbsp;<br />
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Aprofunde no tema assistindo ao Podcast da PROINNOVARE &ndash; www.proinnovare.com.br</p>

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<p style="text-align: justify;"><em>*Maria Carmen Tavares Christ&oacute;v&atilde;o &eacute; Mestre em Gest&atilde;o da Inova&ccedil;&atilde;o com &aacute;rea de pesquisa em Inova&ccedil;&atilde;o Educacional. Diretora da Pro Innovare Consultoria de Inova&ccedil;&atilde;o, atuou como Reitora, Pr&oacute; Reitora e Diretora de Institui&ccedil;&otilde;es de Ensino de diversos portes e regi&otilde;es no Brasil.</em></p>

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