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Cultura de inovação tem que vir de berço

Janguiê Diniz

Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

25/02/2019 04:21:04

Janguiê Diniz Diretor presidente da ABMES Mestre e Doutor em Direito Fundador e Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional *** Muito se fala, hoje, da necessidade de inovar. Empresas são cobradas a serem diferentes. Dos funcionários, é exigido “pensar fora da caixa”. E nada disso é injusto, diga-se a verdade. É realmente preciso que se crie novas soluções, produtos e serviços. O problema é que os profissionais do mercado de trabalho atual – e os que estão para entrar nele – ainda não estão preparados como deveriam para essa nova realidade. Ainda não há, no Brasil, uma cultura de estímulo à inovação estruturada desde a infância, por exemplo. Para termos profissionais com pensamento realmente disruptivo, é necessário nutri-los muito antes da entrada no mercado de trabalho ou mesmo no Ensino Superior. Essa é uma prática que deve vir da Educação Básica. Até antes disso: de casa. Pais podem e devem estimular seus filhos, desde a mais precoce idade, a pensar diferente, encontrar novas formas de resolverem tarefas, mesmo que simples. Esse incentivo vai condicionando o cérebro da criança, que poderá se tornar, mais tarde, um adulto com raciocínio mais inovador. Isso aliado a práticas pedagógicas que também desenvolvam habilidades inovadoras. O modelo de ensino atual ainda é arcaico, alicerçado na transmissão de informações, e não no conhecimento expandido; na preparação para a realização de provas, em vez de capacitação para os problemas da vida. Considero de grande valia que as escolas e universidades adotem metodologias que permitam uma formação mais completa e em linha com as necessidades da sociedade moderna, digital e altamente mutável. As novas gerações precisam crescer já antenadas com novas tendências e, mais que isso, precisam ser, elas próprias, criadoras de tendências, a partir de uma visão de mundo mais aberta e inovadora. Os centennials, como são chamados os nascidos a partir dos anos 2000, já vieram ao mundo em uma realidade digital e precisam ser impulsionados a se utilizarem dos recursos que a tecnologia oferta para a criação de produtos e serviços diferenciados. Esse estímulo precoce à inovação só tende a trazer benefícios. Primeiro para os indivíduos, que poderão desenvolver habilidades e garantir a trabalhabilidade no futuro, além de terem sua capacidade inventiva e de raciocínio expandida. Também as organizações saem ganhando, por receberem funcionários que podem colaborar com a inovação empresarial e gerar novas oportunidades de negócio. No fim das contas, toda a sociedade sai ganhando.  

Um novo contexto para a educação superior

Iara de Xavier e Max Damas

Iara de Xavier - CEO da EDUX21. Assessora da Presidência da ABMES. Diretora Técnica da ABRAFI. Assessora da Presidência do Instituto de Empreendedorismo Êxito.

Max Damas - Assessor da Presidência do SEMERJ. Assessor da Presidência da FOA (Fundação Oswaldo Aranha). Escritor e Consultor Educacional

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