• portugues-Brasil
  • ingles
  • espanhol
  • Associe-se
  • Newsletter
  • Imprensa
    • Assessoria
  • Contato
  • CAA
  • Associados
  • Associe-se
  • Newsletter
  • CAA
  • Contato
  • Associados
  • Blog
  • Portal ABMES
  • LInC

Educação contra o apagão de mão de obra

Celso Niskier

Presidente do Conselho de Administração da Abmes
Membro do Conselho Nacional de Educação e Reitor do Centro Universitário UniCarioca.

30/08/2021 06:00:00

Enquanto o Brasil se prepara para a possibilidade de um novo apagão energético em virtude da pior seca dos últimos 91 anos, um outro apagão promete assombrar a nação por anos: o de mão de obra qualificada. Não é de hoje que o país não forma os profissionais de que necessita, mas esse cenário foi potencializado pela mudança no perfil do trabalhador deste século XXI. E ainda serão contabilizados os desdobramentos da pandemia de Covid-19.

De acordo com um estudo do Senai, da UFRGS e da agência alemã de cooperação GIZ, apenas a área de tecnologia (TI) deverá abrir 140 mil vagas nos próximos dois anos ante a perspectiva de formação de 109 mil profissionais nos cursos de graduação. Esse gap (22%) será significativamente ampliado quando se analisa um cenário no médio prazo. Em cinco anos, a lacuna entre a demanda e a quantidade de egressos da educação superior na área de TI deverá saltar para 35%.

A solução definitiva para esse quadro passa, essencialmente, pelo fortalecimento da educação superior no país. Contudo, a despeito das metas do Plano Nacional de Educação (PNE) para a educação superior — cada vez mais distantes de ser alcançadas, diga-se —, do descompasso entre a demanda e a oferta por profissionais e dos quase 15 milhões de brasileiros desempregados, a educação superior segue presa a amarras regulatórias incompatíveis com o atual contexto socioeconômico e com as necessidades do mercado de trabalho.

Na outra ponta, preocupa a desidratação constante das políticas governamentais de acesso à educação superior. De nada adiantam novos currículos e metodologias inovadoras se a graduação continuar sendo um privilégio de poucos brasileiros. Preocupa que as duas principais políticas de acesso à educação superior estejam comprometidas. O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que já concedeu mais de 700 mil financiamentos por ano, hoje opera na casa dos 40 mil. O Programa Universidade para Todos (Prouni) é ameaçado pela proposta de reforma tributária que tramita no Congresso Nacional.

Vale ressaltar que o cenário poderá ser ainda mais nebuloso do que o apresentado pela pesquisa mencionada. Isso porque os cálculos dos pesquisadores foram feitos com base nas informações de vagas/cursos disponíveis no Cadastro Nacional de Cursos e Instituições de Educação Superior do MEC (e-MEC). Mas, na realidade, além das vagas não preenchidas, o levantamento desconsiderou um aspecto pontual e altamente relevante: o adiamento do ingresso na educação superior em virtude da pandemia de Covid-19.

Entre 2020 e 2021, caiu de forma significativa a entrada de novos estudantes nos cursos de graduação. Levantamento com mais de mil estudantes, realizado pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) em parceria com a Educa Insights, comprovou que, entre os que ainda não tiveram acesso à vacina, 43% decidiram adiar para 2022 o início da graduação.

Portanto estamos diante de um quadro complexo e desafiador. A solução passa, sim, pela criação de novos cursos, pela atualização de currículos e pela formação de professores, mas também pela aceleração do ingresso de novos estudantes na educação superior e pela liberação das amarras regulatórias.

De tudo isso depende a construção de novas perspectivas para o Brasil. Caso contrário, o país sairá da crise sanitária, mas não terá o capital humano necessário para dar vazão à economia que vai surgir no pós-Covid. Viveremos o pior apagão da nossa história, para o qual não há vela que dê alívio.

 

Artigo veiculado originalmente no O Globo

26 

30/08/2021

Antônio Colaço Martins

Ótimo posicionamento e oportuno alerta para um futuro que já começou no presente!

Uma visão estratégica das novas notas técnicas do ENADE das Licenciaturas

Max Damas

Assessor da Presidência do SEMERJ. Assessor da Presidência da FOA (Fundação Oswaldo Aranha). Escritor e Consultor Educacional

10/03/2026

5 

STF e a defesa da autonomia acadêmica no Brasil

Janguiê Diniz

Diretor-presidente da ABMES e Secretário-executivo do Brasil Educação, Fundador e Controlador do grupo Ser Educacional, Presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo

09/03/2026

 

Quem tem medo da IA?

Janguiê Diniz

Diretor-presidente da ABMES e Secretário-executivo do Brasil Educação, Fundador e Controlador do grupo Ser Educacional, Presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo

04/03/2026

 

Censo da Educação Superior

...
...
...
...
...
...
Previous Next

ABMES

  • Portal ABMES
  • Central do Associado ABMES
  • Associe-se
  • Contato

Serviços

  • ABMES Podcast
  • ABMES Play
  • ABMES Cursos
  • ABMES Lab

ABMES Blog

Atualizado diariamente, o blog da ABMES reúne artigos de gestores, reitores, coordenadores, professores e especialistas em diversos temas relacionados ao ensino. São inúmeros debates e pontos de vistas diferentes apontando soluções e melhores práticas na luta por uma educação cada vez mais forte e justa.

ABMES Blog © 2020