Espaço destinado à atualização periódica de tecnologias nacionais e internacionais que podem impactar o segmento educacional e, portanto, subsidiar gestores das instituições de ensino para que sejam capazes de agir proativamente olhando para essas tendências.

21/06/2022 | 322

A robótica educacional como metodologia ativa

Por Joaldo Diniz*

 

Há alguns anos, a robótica tornou-se matéria em grande parte das escolas brasileiras. Junto com ela, começamos a ver o desenvolvimento da área, realização de campeonatos e cada vez mais jovens se interessando e se destacando nacionalmente com projetos que trazem, inclusive, o aproveitamento de materiais recicláveis.

Não apenas no Brasil, mas, com a ascensão, cada vez maior, de tecnologias aplicadas ao ensino, a robótica educacional vem sendo incorporada por escolas de diversos países. Transformando as aulas em momentos mais atrativos e divertidos, a construção de robôs tem o poder de transformar o processo de aprendizagem, despertando os alunos para o campo científico de um jeito simples, propondo a resolução de problemas cotidianos por meio de dispositivos tecnológicos.

A proposta é simples: pesquisar, descobrir e construir máquinas capazes de receber comandos e executar determinadas tarefas, compreendendo o papel e a importância de cada parte do robô, incluindo motores, sensores e mecanismos. Esse entendimento, a utilização da tecnologia em prol da resolução de problemas e a reutilização de sucatas faz parte do processo de construção individual que modifica a forma como consumimos, vivemos, nos relacionamos e aprendemos.

Do ponto de vista de desenvolvimento cognitivo, a robótica educacional traz enormes benefícios para o aprendizado de crianças e adolescentes, como melhora do raciocínio e da criatividade, além de prepará-los para o futuro ao lidar com a tecnologia de forma positiva e produtiva. Quando a robótica é trabalhada em sala de aula, e em grupo, também inspira o trabalho em equipe.

A robótica educacional é um exemplo claro de uma metodologia ativa de ensino. O aluno não se contenta mais em ser apenas um mero espectador, ele quer participar, quer criar, quer resolver. Com esse método, ele assume o protagonismo tão essencial para potencializar o aprendizado.

Paralelamente a esse processo, estão surgindo novas funções — as chamadas profissões do futuro —, que exigem conhecimento e habilidades em tecnologia. Um estudo da Oxford Economics Robôs revelou que, em 2030, os robôs ocuparão 20 milhões de empregos.

A robótica está evoluindo, sobretudo com o avanço da Inteligência Artificial, e a automatização dos processos deve chegar não só às profissões operacionais, mas também às estratégicas. Seja nas áreas de Tecnologia, Medicina, Fisioterapia, Indústria ou Automação, teremos que conviver e aprender a usar a robótica a nosso favor.

 

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*Joaldo Diniz é Head de Produtos Digitais do grupo Ser Educacional

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Carmen Tavares

Gestora educacional e de inovação com 28 anos de experiência em instituições de diversos portes e regiões, com considerável bagagem na construção de políticas para cooperação intersetorial, planejamento e gestão no ensino privado tanto na modalidade presencial quanto EAD. Atuou também como executiva em Educação Corporativa e gestora em instituições do Terceiro Setor. É mestre em Gestão da Inovação pela FEI/SP, com área de pesquisa em Capacidades Organizacionais, Sustentabilidade e Marketing. Pós-graduada em Administração de Recursos Humanos e graduada em Pedagogia pela UEMG.

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