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Mensalidades da graduação privada registram queda real em 2026 e revelam novo ciclo competitivo

26/05/2026 | Por: ABMES | 216
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A graduação privada brasileira entrou em um novo ciclo competitivo. É o que revela a pesquisa Cenário de Precificação da Graduação - Brasil 2026. O levantamento é realizado há mais de 15 anos pela Hoper Educação e, neste ano, conta com a parceria da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES).

O estudo aponta que as mensalidades presenciais registraram queda real de 4,3% em 2026, na comparação com o ano anterior, mesmo após um período de maior estabilidade no mercado. O movimento reforça o aumento da pressão competitiva sobre as instituições de educação superior privadas e indica maior sensibilidade dos estudantes em relação ao custo-benefício das formações ofertadas.

Segundo a pesquisa, a mediana nacional das mensalidades presenciais chegou a R$ 835 em 2026, enquanto o conjunto da educação a distância permanece em patamar significativamente inferior, com mediana de R$ 214. O levantamento considera os valores efetivamente praticados pelas instituições, incluindo descontos comerciais e de pontualidade, oferecendo uma leitura mais fiel da realidade do mercado.

“O preço virou um teste de posicionamento: quem não consegue demonstrar valor tende a disputar mercado por desconto”, destaca o estudo.

Novo cenário para a EAD
A edição de 2026 também traz uma análise aprofundada dos impactos do novo marco regulatório da educação a distância (Decreto nº 12.456, de 19 de maio de 2025). A reorganização da oferta impulsionou o crescimento do modelo semipresencial, que passa a ocupar espaço estratégico no setor. No entanto, o estudo alerta que muitas instituições ainda operam com mensalidades próximas às da antiga EAD, apesar do aumento dos custos relacionados à maior presencialidade e estrutura acadêmica exigidas pelo novo cenário regulatório.

Outro destaque da pesquisa é o comportamento das Engenharias. Tradicionalmente associadas a cursos de maior valor agregado, as graduações presenciais da área sofreram uma das maiores perdas reais de preço da série histórica. A mediana caiu de R$ 1.743 em 2016 para R$ 967 em 2026, refletindo retração da demanda, ampliação da oferta e intensificação da concorrência.
Já o curso de Medicina segue liderando o ranking das mensalidades mais elevadas do país, mas começa a apresentar sinais mais claros de segmentação interna. Em 2026, as mensalidades variam entre R$ 6,4 mil e R$ 15,8 mil, dependendo do posicionamento institucional, infraestrutura, reputação acadêmica e localização geográfica. Esse comportamento indica um processo gradual de maturação competitiva semelhante ao já observado em outros cursos da área da saúde.

O levantamento também evidencia fortes diferenças regionais. O Sul apresenta o maior patamar de mensalidades presenciais do Brasil, com mediana de R$ 1.255, enquanto Norte e Nordeste operam em faixas significativamente inferiores, reforçando a influência de fatores como renda regional, concorrência e perfil de demanda na formação dos preços.

Cabe destacar que o patamar mais elevado na região Sul está relacionado à dinâmica de precificação adotada localmente, principalmente no Rio Grande do Sul, baseada na cobrança por créditos ou disciplinas. Como a metodologia da pesquisa exige equivalência para fins comparativos, o valor regional fica mais elevado. Contudo, na prática, o que se observa é que os estudantes costumam cursar cargas horárias menores por período, o que reduz o valor efetivamente desembolsado mensalmente.

A pesquisa também contempla ofertas presenciais, on-line e semipresenciais em todas as regiões do país. A análise inclui cursos estratégicos, comparações regionais e séries históricas corrigidas pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

Esse cenário reforça que a precificação deixou de ser apenas uma estratégia financeira e passou a refletir posicionamento institucional, percepção de valor e capacidade de diferenciação em um ambiente cada vez mais competitivo.

“Hoje, o aluno não pergunta apenas quanto custa. Ele pergunta se vale”, conclui o estudo.

Sobre a ABMES 
Com 43 anos de história, a ABMES representa mantenedoras privadas de educação superior de todo o país, atuando na consolidação efetiva de seus direitos e no fortalecimento do ensino superior brasileiro. A entidade congrega mais de 5.300 unidades educacionais, com uma representatividade superior a 88% do mercado particular de educação superior do país.

Sobre a Hoper
Há mais de duas décadas, a Hoper Educação apoia a transformação do ensino brasileiro por meio da inovação, da inteligência de mercado e do desenvolvimento estratégico de instituições educacionais. A empresa já auxiliou mais de 1.400 instituições na tomada de decisões estratégicas, otimização de processos, desenvolvimento de metodologias de aprendizagem e capacitação de equipes.


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