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265 mil estudantes abandonaram curso superior privado, diz sindicato

06/07/2020 | Por: R7 | 194
Foto: Reprodução/ R7

Um levantamento do Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo) aponta que, nos meses de abril e maio, 265 mil estudantes trancaram a matrícula ou abandonaram o curso superior em instituições particulares.

Outro ponto apontado pela pesquisa é o aumento da inadimplência —  até o fim ano, 11,3% dos estudantes devem deixar de pagar ao menos uma mensalidade.

A pesquisa compara os dados deste ano com o mesmo período do ano passado. O levantamento, feito com base em uma amostra de 146 instituições, oferece um retrato atualizado dos índices de inadimplência e evasão com recortes por porte (pequeno/médio, grande) e por modalidade (presencial, EAD) do segmento privado da educação superior no Brasil.

Segundo a pesquisa, em maio, a taxa de evasão foi de 14,3% principalmente nos cursos presenciais. Se comparada com mesmo mês do ano passado, houve um aumento de 32%.

Outro ponto que acende o sinal de alerta nas instituições de ensino superior é a inadimplência. Um dos motivos apontados está no aumento do desemprego e redução de renda.

Pesquisa divulgada em junho pela ABMES (Associação Brasileira de Mantenedores do Ensino Superior) mostrou que houve um aumento de 75% na inadimplência entre abril e maio. 

De acordo com o levantamento, em abril, 8% dos estudantes afirmaram que não pagaram o boleto referente àquele mês e não sabiam quando iriam pagar. Agora, eles representam 14% do total de alunos de ensino superior privado. A fatia que não teve quaisquer dificuldades para pagar a mensalidade passou de 47% para 49% em maio, enquanto os que pagaram após o prazo de vencimento caíram para 21%, ante 29% em abril.

O porcentual de alunos que vai continuar estudando independentemente do cenário caiu para 52%, ante 55% em maio e 57% em abril. Já o número de estudantes que vão seguir estudando, mas com risco de interromperem o curso, passou de 36% para 42% na terceira fase da pesquisa.