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Malvina Tuttman: “o Inep é um instituto de pesquisa”

20/01/2011 | Por: Inep | 2593

“O Enem faz parte de um conjunto de importantes realizações do Inep, órgão que tem outras ações fundamentais que não podem ser colocadas em segundo plano”. Com essa visão, a professora Malvina Tuttman assumiu em ritmo intenso a presidência do órgão. Em seu contato inicial com os servidores, a nova dirigente fez questão de lembrar que a missão do Inep é ser um instituto de pesquisa. A intenção de Tuttman, ao assumir o novo cargo, é investir esforços para que o Inep possa ter a estabilidade necessária não apenas para continuar, para otimizar suas ações para gerar, de forma ágil, diagnóstico preciso da situação educacional brasileira em seus diversos segmentos.

Malvina Tuttman respondeu, até a última segunda-feira, dia 17, como reitora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), cargo que ocupava pela segunda vez consecutiva. No dia 18 foi publicada portaria nomeando-a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e no dia seguinte já deu início ao novo trabalho.

Pedagoga, Malvina Tuttman é mestra (PUC/RJ) e doutora (UFF) em Educação. Suas linhas de pesquisa compreendem as temáticas planejamento, avaliação e cotidiano escolar. Assume a presidência do Inep com a forte determinação de que a autarquia deve atuar de forma participativa, considerando as necessidades dos diversos públicos a que atende, por meio de suas representações. “Representações estudantis, de professores, de instituições, CNE, todos serão chamados para a construção de uma agenda de trabalho”.

Floresta além da árvore – Para a nova presidente do Inep, “é preciso perceber o Inep como um todo e não vê-lo por meio de ações isoladas, embora individualmente suas ações sejam importantíssimas”. Ela lembra que essas as ações do órgão – censos da Educação Básica e Superior, Provinha Brasil, Prova Brasil e Saeb, Encceja, avaliações da Educação Superior (que compõem o Sinaes) são a base para a elaboração de todas as políticas educacionais do País, em todas as esferas governamentais, além do farol orientar para a própria sociedade nas tomadas de decisão pessoais. “Os índices produzidos pelo Inep, como Ideb, CPC, IGC, permitem ao cidadão escolhas fundamentadas”.

É com base em todo esse histórico de realizações que a professora Malvina Tuttman não admite a colocação de que o Inep esteja em crise. “O que há é uma necessidade de aprimoramento de processos com relação a uma das ações do Inep, o Enem”, analisa.

Malvina Tuttman sempre foi uma defensora do Enem como instrumento de democratização de acesso à Educação Superior. A Unirio foi pioneira na utilização do exame em substituição ao vestibular. “A utilização do Enem como critério de seleção para universidades significou um avanço importante”, assegura. “Como todas as mudanças, tem ônus e bônus. O ônus são as dificuldades de implantação de um programa de tal envergadura. O bônus é que o Enem abre perspectivas mais democráticas de acesso à Educação Superior”. Quanto aos servidores, a nova presidente assegura que “o Inep conta com uma equipe técnica qualificada, capaz de assumir os exames sob sua responsabilidade, apoiada nas experiências adquiridas”.