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Universidades e associações ainda analisam retorno de aulas presenciais

08/12/2020 | Por: Metrópoles | 922
Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, anunciou na noite dessa segunda-feira (7/12) o retorno das aulas presenciais nas universidades federais para o dia 1º de março do próximo ano.

A Associação Brasileira de Mantenedores de Ensino Superior (ABMES) avalia como positivas as mudanças feitas pelo ministro, pois trazem “mais clareza, mais flexibilidade e mais autonomia para as instituições planejarem a volta às aulas”.

Para o diretor-presidente da Abmes, Celso Niskier, “as instituições agora têm um horizonte mais realista para organizar a volta às aulas presenciais, cumprindo os protocolos de biossegurança e garantindo o retorno seguro e gradual, de acordo com as normas das autoridades locais”.

Edward Madureira, presidente da Andifes, entidade que representa os reitores das universidades federais, afirmou que a prorrogação das aulas remotas permite que as universidades adequassem os calendários e orçamentos para a reabertura das salas de aulas.

“Todos nós somos unânimes em dizer que queremos voltar às aulas presenciais, desde que garantida a segurança”, afirmou. “Mas existem questões: não posso colocar 40 alunos dentro de uma sala de aula, precisa ser 15 (cerca de 30%). Isso vai triplicar os custos com professores, limpeza”, estima

Um dia após a publicação da portaria, reitores e Milton Ribeiro se reuniram para definir a volta às aulas presenciais nas instituições de ensino superior federais.

Em nota, a Universidade Federal da Bahia reafirmou “que não colocará em risco a vida de sua comunidade, nem deixará de cumprir, com autonomia, sua missão própria de ensino, pesquisa e extensão.”

A Universidade de Brasília, também em nota, disse que ainda avalia o conteúdo da portaria n. 1038. “A UnB possui um Plano de Retomada das Atividades, que prevê retorno gradual, escalonado e seguro, com base na avaliação do cenário epidemiológico do DF e do Brasil”, afirmou.

“Os conselheiros farão nova avaliação do cenário epidemiológico na semana de 10 a 16 de janeiro, para verificar a possibilidade de realização de algumas atividades em modo presencial”, escreveu.


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